5.  O Renascimento da Babilónia

A reconstrução de um centro pagão

Um acontecimento que está directamente relacionado com o período da tribulação, é a reconstrução da em tempos famosa metrópole, a Babilónia, nas margens do rio Eufrates.Como local do nascimento da religião pagã do mundo antigo, esta cidade tem de emergir de novo como sede de uma falsa religião mundial. A Babilónia situa-se no território do Iraque, e tem estado em processo de reconstrução desde 1978. A primeira fase do trabalho foi inaugurada com grandes festividades entre 22 de Setembro e 22 de Outubro de 1987. Tais festividades tornaram-se um acontecimento anual, e são descritas na imprensa como festival internacional.

Como parte da primeira fase da reconstrução da velha cidade, conta- se o palácio do Sul do rei Nabucodonosor. Esta parte do palácio inclui a famosa sala do trono, numa de cujas paredes apareceu uma frase escrita, na última noite do reinado do Rei Belshazar. Entre os outros edifícios reconstruidos, conta-se a porta de acesso ao templo de Istar. Foram tambem construidos  nos arredores da cidade, hotéis e outras facilidades turísticas.        

Para compreender correctamente os acontecimentos actuais na Babilónia,  é necessário ter conhecimento da origem da cidade e da constante tradição anti-Deus que ela seguiu nos tempos passados. De acôrdo com Génesis 10:8-10, Nimrod estabeleceu um reino pessoal na Babilónia. Além do facto de ter sido um reino político, êsse reino tornou-se tambem um poderoso centro religioso pagão, a partir do qual a idolatria se espalhou por todo o mundo. 

Como protagonista da auto-suficiência da raça humana, Nimrod adoptou uma atitude firme contra Deus. Não só se ofereceu ao povo como rei, mas tambem como um deus. Como construtor de cidades fortificadas na terra de Sinar, (um dos mais antigos nomes da Babilónia), o povo honrava-o como Deus das Fôrças e chamava-lhe Libertador e Coroado, considerando-o  a personificação  do Deus-Sol – aquele que dá luz e vida. Depois dêle, todos os reis da Babilónia e da Assíria se passaram a proclamar deuses. E esta tradição passou a ser imitada pelos dirigentes de outros impérios, especialmente no Império Romano. Trata-se aqui de uma tradição pagã, que renascerá durante a grande tribulação, quando o Anticristo se declarar Deus e exigir que seja adorado por toda a gente.

Método de adoração

Desde os seus primeiros dias de existência, a Babilónia era o centro e símbolo de uma potência mundial anti-Deus. Esta tradição reflete-se tambem  no nome  Babilónia, que significa  o caminho para os deuses. (Depois de Deus ter confundido a sua linguagem, o nome Babilónia passou a ser associado às ideias de confusão e desordem). O caminho para os deuses consistia de uma tôrre-templo (Zigurate), a que os sacerdotes subiam para contactar os deuses. Podia-se subir ao tôpo por meio de uma escada em espiral, que rodeava a tôrre. Lá no cimo, os sacerdotes meditavam para ficarem em uníssono com o mundo cósmico e, daquele ponto de vigia, faziam-se tambem observações horoscópicas.

A grande tôrre da Babilónia fazia parte do complexo de construções conhecido pelo Templo de Merodaque. Compreendia oito secções sobrepostas uma à outra. No pináculo, havia um templo mais pequeno, mobilado com sofás de luxo e uma mesa de ouro. Merodaque era o deus da cidade da Babilónia. Como deus supremo no panteão babilónico, era-lhe dado o título de Rei dos céus e da terra. A palavra Senhor é Bel  em caldeu, e é por êste  motivo  que Merodaque é tambem chamado  Bel ou   Baal noutras linguas (Jeremias 50:2. Ver também Isaías 46:1). Daí, o nome de Tôrre de Baal ou  Bel.

O título de Baal com o significado geral de Senhor, Deus protector  ou  Possessor, era dado  a vários deuses e qualificado aínda por outro nome, Baal-Peor (o deus da montanha Peor), etc. Merodaque era portanto o Baal da Babilónia. Próximo dêle estava a mais importante das deusas,  Istar,  (tambem chamada Astarote, Astorete ou Astarte noutras línguas do Médio Oriente). Na sua forma plural, o têrmo refere-se  apenas a  deusas das nações pagãs. Nêste sentido, a Bíblia mentiona muitas vezes os Baal e Astoretes dos pagãos. (Ver Juizes 2:13 e 10:6).

Istar, (Astarote) ocupava uma posição extremamente importante nas religiões babilónica e assíria. E havia templos e lugares ao ar livre que lhe eram dedicados para adoração,  em todas as cidades e aldeias. Ela é tambem   conhecida  por  Raínha do Céu (Jeremia 7:18 e 44:19) e é filha do deus da Lua, Sin. Os seus símbolos são o quarto  crescente, a estrêla da manhã (ou estrêla da batalha) e a estrêla da tarde (a estrêla do amor apaixonado). Na qualidade de deusa-mâe, ela exprimia tristeza e simpatia para com os seus filhos terrestres no seu sofrimento, especialmente quando estavam doentes ou sofrendo por desástres naturais, e realizavam-se rituais de cura em seu nome. Ela era tambem a deusa da fertilidade e do amor. O desejo desenfreado era de tal modo uma característica sua, que os seus templos e locais de adoração se tornaram centros de imoralidade. As mulheres abandonavam a sua castidade, e tornavam-se prostitutas no templo de Istar, ao serviço da deusa. Mas para elas, esta atitude constituia uma forma de devoção, para  dar honra a Istar, e, assim, não perdiam a estima da sociedade. Istar era tambem a deusa assíria da guerra. Ela era de tal maneira assustadora, que os exércitos inimigos tremiam quando os guerreiros assírios lhe cantavam canções de louvor.

Na parte já reconstruida da Babilónia,  a porta de Istar já foi restaurada, e os turistas podem atravessá-la para entrar na sala do trono do rei. Se o culto a Istar fôr restaurado na Babilónia, o que espera essa parte do mundo é um período de crescente idolatria, imoralidade e guerras de conquista.

De acôrdo com a mitologia babilónica, Istar assassinou o seu amante Tamuz – o deus da primavera. Por causa desta acção, desenvolveu em si um sentimento de culpa, e desceu ao mundo das trevas onde encontrou Tamuz e o restituiu à vida. Portanto, êle é o símbolo da morte e da ressurreição. Era hábito do mundo pagão, usar um amuleto na forma do T em Tamuz, como símbolo ou elemento decorativo, em roupas e edifícios. Nos arquivos mitológicos, Tamuz é às vezes descrito como filho de Semiramis, que é a personificação da raínha do céu. O conceito  religioso da Madona e do menino, no Catolicismo Romano, é claramente uma perpetuação desta tradição babilónica. A verdadeira razão por tràs da deificação de Maria em 381 AD, foi criar uma rainha dos céus 'Cristã' com o menino.

Um outro deus de importância no panteão assírio-babilónico, era Shamash, o deus-Sol. Êle desprezava a escuridão e o mal, e era tido como o autor de boas leis. Era tambem o chefe dos adivinhos do reino. A adoração do Sol espalhou-se por várias civilizações, e existe aínda hoje com grande relêvo. O símbolo do deus-Sol é familiar na Igreja Mórmon, e na Igreja Católica Romana o papa é muitas vezes equiparado ao Sol. No movimento Nova Era, o Sol, com os seus raios de luz, é tambem um símblo muito comum.

A queda da Babilónia

As profecias que tratam da queda da Babilónia são tão absolutas e estão tão claramente definidas, que não existe período algum  em toda a história da Babilónia e da Assíria, em que se tenham cumprido completamente. São de considerar as seguintes afirmações:      

"E a Babilónia, a glória dos reinos, a beldade do orgulho caldeu, será como quando Deus destruiu Sodôma e Gomôrra. Nunca será habitada, nem será reconstruida de geração em geração; nem o árabe aí levantará as suas tendas, nem os pastores aí construirão os seus apriscos" (Isaías 13:19-20).

Jeremia refere-se à destruição da Babilónia, nos seguintes têrmos:

"Não tirarão de ti  uma pedra para um canto, nem uma pedra para uma fundação, mas serás uma desolação para sempre, diz o SENHOR." (Jeremias 51:26)

O Dr. J.A. Seiss afirmou já em 1865, nas suas Cartas sôbre o Apocalipse, que a cidade da Babilónia tem de ser reconstruida, para que o Senhor possa finalmente destruí-la como Sodôma e Gomôrra, e nunca mais seja habitada. Isto é claramente um acontecimento do final dos tempos, que, de acôrdo com Isaías 13:6, acontecerá no Dia do Senhor,  coincidindo provàvelmente com a batalha de Armagedon, no final da grande tribulação. Em 1918, Clarence  Larkin afirmou, no seu  famoso livro  Verdades da Dispensa, que a Babilónia nunca foi totalmente destruida ou desabitada. A profecia de Jeremia, que depois da destruição final nenhumas pedras das ruinas da Babilónia seriam utilizadas, está aínda para se cumprir.  Várias cidades  e vilas têm sido de facto construidas com tejolos recuperados das ruinas da Babilónia. Antes do comêço da presente reconstrução da Babilónia  em 1978, o Iraque retirou milhares de tejolos do local, para fins de construção. Desde o início do programa oficial de reconstrução, já foram levantadas estruturas magestosas sôbre as fundações da antiga Babilónia. Êstes acontecimentos reforçam o ponto de vista bíblico, de que a grande queda da cidade tem aínda de acontecer.

As duas Babilónias 

Em Apocalipse 17 e 18, respectivamente, João menciona duas Babilónias, que atingirão grande proeminência pouco antes do advento de Cristo. Uma delas é a Babilónia mística, que será uma ideologia malévola ou falso sistema de adoração religiosa, enquanto que a outra é uma cidade comercial com todos os géneros de distrações mundanas e práticas imorais. Ambos êstes capítulos do Apocalipse se baseiam na suposição de que haverá uma Babilónia reconstruida, como manifestação apocalíptica do antigo império babilónico e tambem como centro de operações apropriado para a religião do mundo babilónico.          

A primeira é chamada "Mistério, Babilónia a Grande, mãe das prostitutas e das abominações da Terra" (Apocalipse 17:5). Porque a cidade da Babilónia é o local da origem das religiões pagãs, a religião mundial apóstata dos últimos dias, com a sua unificação não-bíblica de todas as religiões, é muito apropriadamente apelada de Babilónia-mistério. Opõe-se ao Cristianismo Bíblico e está já em processo de estabelecimento de um corpo ecuménico, ou organização-mãe, chamado a mãe das prostitutas, em (Apocalipse 17:5). O que parecia ser impossível há umas décadas atràs, isto é, laços ecuménicos ligando todas as religiões, tornou-se sùbitamente  prática comum nos nossos dias.

As iniciativas presentes por parte de movimentos inter-fés como a Conferência Mundial Sôbre Religião e Paz, aumentam a possibilidade de o Conselho Mundial das Igrejas,  (representante do Protestantismo apóstata) entrar em acôrdo com a Igreja Católica Romana e com as religiões orientais, para a criação de uma liga de todas as religiões. O estabelecimento em 1993 em Chicago, do Parlamento das Religiões Mundiais, pode ver nascer uma super-estrutura de onde poderá sair um dirigente religioso universal: O Falso Profeta.                 

A tradicional  liberdade religiosa do Ocidente, em que apenas se reconhecia oficialmente o Cristianismo, está no momento presente a caminho de uma era de igualdade religiosa. Isto significa que todas as religiões são tidas como de iguais significado e posição, e portanto negando a singularidade do Cristianismo (João 14:6). A premissa universalista de que os adeptos de todas as religiões  adoram o mesmo deus, está presentemente a abrir caminho a um aínda mais íntimo relacionamento  entre as várias religiões. O objectivo final  dêste movimento é a  unidade religiosa.

     A religião mundial unida do futuro próximo, não será mais que o renascimento  da religião babilónica, que era caracterizada pelas práticas e instituições seguintes:

·        A deificação de um soberano mundial, como no caso do Nimrod dos 69tempos antigos. Êle reinará em íntima associação com os dirigentes religiosos.

·        Estabelecimento de uma ierarquia sacerdotal de homens santos, alguns dos quais atingirão o nível de  mestres da sabedoria.

·        Adoração do deus-Sol.

·        Adoração da Rainha dos Céus e seu filho (Madona e Menino).

·        Adoração de vários 'Baals,' num panteão de deuses (idolatria e Satanismo).

·        Meditação e outras técnicas místicas de cura holística, e desenvolvimento da consciência cósmica.

·        Magia, adivinhação e astrologia, acompanhadas de extenso uso de símbolos e emblemas ocúlticos.

Como parte das reformas babilónicas, é tambem introduzido um princípio feminino ao conceito de Deus. Vários escritores da Nova Era, fazem menção de uma Mãe Planetária, como uma presença espiritual, sentida na altura do nascimento de cada criança. Alem de um corpo físico, afirmam que a criança tem tambem um corpo astral, que a torna parte  de uma comunidade cósmica sob os cuidados de uma deidade celestial, ou Mãe Planetária. Faz-se tambem referência a esta entidade como Nossa Senhora.

Êste princípio feminino da divindade existia em várias religiões, com os nomes de  Isis, Vénus, Istar e Virgem Maria. Isis é a raínha egípcia da Natureza, Vénus é a deusa do amor na mitologia romana, Istar é a antiga e poderosa raínha dos céus da Babilónia, cujo santuário está a ser reconstruido num local antigo e a deificada Maria é a réplica 'cristã' desta mãe comum da humanidade.

A religião sincretista da grande tribulação, é simbolizada por uma mulher às costas de uma bêsta (Apocalipse 17:3). Isto aponta para um casamento a efectuar entre a religião e a política. A noiva do Anticristo será a falsa religião mundial. O seu nome é Babilónia Mistério, a mãe das prostitutas.

De acôrdo com Apocalispe 17:9, 10, e 18, esta mulher apóstata tinha reinado  sôbre antigos impérios mundiais,  por meio da forte influência que o sistema religioso pagão  exercia sôbre dirigentes e govêrnos. Nâo se deve menosprezar a sua influência, visto que a sua capacidade de enganar  a humanidade é enorme. Ela vai convencer os milhões dos seus  adeptos, durante a tribulação, a associarem-se ao Anticristo como Messias  do globo, e  a aceitarem o seu número. De acôrdo com Zacaria 5:5 a 11, o seu quartel general será transferido para Sinar, ou seja Babilónia. A meio da tribulação, a sua  posição como  corpo religioso tornar-e-á supérflua. O Anticristo proclamar-se-á Deus, exigindo que só êle seja adorado. A igreja apóstata será então abandonada e destruida:

"E os dez chifres que vistes na Bêsta odiarão a prostituta, torná-la- ão desolada e nua, comerão a sua carne e queimá-la-ão com fôgo." (Apocalipse 17:16)

Depois de uma associação de 3 anos e meio, o Anticristo mandará executar a sua 'esposa.' E isso será o fim da Babilónia Mística, que reinou sôbre os reis da terra. Só aqueles membros da falsa religião mundial que abandonarem a sua afiliação religiosa, adorarem a Bêsta e aceitarem o seu número, escaparão à aniquilação da mãe das prostitutas – que, no fim de contas, será eternamente condenada depois de outros 3 anos e meio, a quando do regresso de Cristo.

Um centro internacional

Na sua capacidade de centro económico, político e de distrações, a Babilónia reconstruida, de acôrdo com Apocalipse 18, desempenhará um papel importante na grande tribulação. Pode esperar-se que as grandes organizações internacionais se precipitem a ser acomodadas na Babilónia, e que vastos projectos de construção sejam iniciados e completados num curto espaço de tempo. E muito em breve a cidade assumirá um carácter cosmopolita, como ponto de convergência de uma variedade de culturas e civilizações, de todas as partes do mundo. Foi aqui que as nações foram separadas, na altura da confusão das suas linguagens. Em breve se fará uma tentativa para as reunir de novo, no mesmo sítio de onde haviam sido dispersas há 4 500 anos.

A primeira conferência das nações unidas de que há memória, efectuou-se nas planícies de Sinar, no tempo da  antiga Babilónia:  

"Vinde, construamos uma cidade e uma tôrre cujo tôpo esteja nos céus; façamos um nome para nós,  para que não sejamos espalhados por toda a face da Terra." (Génesis 11:4)

Nos nossos dias, um apêlo semelhante pode ser como segue: 

"Vamos colaborar e construir uma cidade entre o Oriente e o Ocidente, como símbolo da unidade global e do internacionalismo. Criemos uma liga unida das religiões mundiais e desenvolvamos o nosso potencial espiritual, para atingir maior divindade. Vamos estabelecer um sistema monetário, um govêrno e uma ordem social sem classes. Apenas assim nos uniremos numa sociedade pacífica e harmoniosa de cidadãos planetários, que não se dividirá  em grupos nacionais conflituosos e egoístas."

A ideia da moderna Tôrre da Babilónia, está a ganhar terreno ràpidamente em todo o mundo, e a sua materialização final será tambem rápida. Zacaria afirma que a mulher chamada iniquidade,  será transportada para a Babilónia por duas mulheres, que têm o vento nas asas. Ser-lhe-á construida uma casa na terra de Sinar, que é a Babilónia. (Zacarias 5:9 a 11). Onde quer que o Parlamento Neo-babilónico das Religiões Mundiais comece a funcionar, terá de se tomar em breve uma decisão urgente sôbre o local para a sua nova  sede. Tal local  –  Babilónia !

Alegria satânica e corrupção

No final da grande tribulação, as práticas malignas na Babilónia reconstruida não conhecerão limites. Apocalipse 18 diz-nos, que os pecados da Babilónia, como os de Sodôma e Gomôrra, chegarão aos céus (Apocalipse 18:5). A cidade será um local de abusos e de festas imorais (Apocalipse 18:7, 9). E a música constituirá parte importante da alegria satânica dessa urbe (Apocalipse 18:22).

A inauguração da primeira parte da cidade reconstruida, em Setembro/ Outubro de 1987, foi celebrada com um festival internacional de música. É óbvio, que a moderna música rock, que conduz à escravatura ao álcool e às drogas, ao abuso sexual, à rebeldia, aos cultos orientais, à magia  e à adoração de Satanás, vai encontrar lugar seguro na nova Babilónia. Não é de admirar que a Bíblia afirme que esta e outras formas decadentes de arte, serão destruidas juntamente com a cidade. Os instrumentos barulhentos dêstes músicos ficarão silenciosos, e as vozes dos cantores não mais se ouvirão (Apocalipse 18:22).

A destruição da Babilónia     

A queda final da Babilónia acontecerá no fim da grande tribulação. (Apocalipse 14:8; 16:17-19; 18:2, 10, 21). Das escrituras acima citadas, torna-se evidente que não se registará uma decadência e declínio graduais da cidade durante um longo período de tempo. A destruição da Babilónia ocorrerá numa hora. Como no caso de Sodôma e Gomôrra, será consumida pelo fôgo (Apocalipse 18:8-10, 18; Isaías 13:19; Jeremia 50:40). Registar-se-á ao mesmo tempo um grande tremor de terra, com trovôes e relâmpagos contínuos e depois a cidade afundar-se-á num lago de fôgo, para nunca mais ser habitada ou restaurada (Apocalipse 16:17 a 19 e 18:21). O fumo do seu incêndio formará núvens escuras sôbre as planícies de Sinar, e poderá ser visto dos  navios  do Gôlfo Pérsico (Apocalipse 18:17, 18). Os mercadores e marinheiros vão chorar e lamentar a destruição da cidade, com todas as suas riquezas, pompa e glória.

Onde a Babilónia em tempos existira, haverá uma cratera desolada, onde se poderão ver aínda restos de alguns dos seus edifícios. O que prevalecerá no meio de tal cena de destruição, será uma atmosfera assustadora e um pesado silêncio e, durante o milénio, ninguem sequer desejará passar a noite na sua visinhança (Isaías 13:19, 20).  É êste o destino de um reino e de uma sociedade que se revoltaram contra Deus e troçaram da Sua compaixão.

O facto que os pastores árabes não passarão a noite junto aos destroços da Babilónia, (Isaías 13:20), constitui indicação clara de que as profecias sôbre aquela cidade não se devem aplicar a Roma, Nova Iorque ou qualquer outra cidade comercial do mundo. Não há quaisquer pastores árabes a vaguear com os seus rebanhos naquelas áreas, que desejem evitar as ruinas da cidade após a sua destruição final.

A aplicação espiritual do nome "Babilónia" refere-se à falsa aliança de religiões que controlou os reis da terra através dos tempos (Apocalipse 17:18). Êste sistema religioso, Babilónia-Mistério, será destruido a meio do período da tribulação, 3 anos e meio  antes da destruição da Babilónia comercial e política – a cidade de Babilónia pròpriamente dita.  

Abandonai a Babilónia !

Deus diz ao Seu povo que abandone a Babilónia:

"Sai dela povo meu, para que não partilhes dos seus pecados e não  recebas as suas pragas." (Apocalipse 18:4)

Êste comando não é apenas para o povo de Deus que  possa encontrar-se na cidade da Babilónia durante a grande tribulação, mas sim tambem para aqueles que são membros das igrejas e religiões tipo babilónico. Nâo vos deixeis influenciar e desencaminhar por igrejas que estão a participar na construção da moderna tôrre de Babel. A sua complacência e cegueira espiritual, podem ter um efeito gravemente prejudicial sôbre vós. Por meio de um processo subtil de lavagem cerebral, elas podem conseguir enganar-vos e desencaminhar-vos, nesta hora crítica antes do regresso de Jesus, que é cabeça da verdadeira Igreja. Muitas pessoas são vítimas de falsos profetas !

A cidade da Babilónia, as suas estruturas política e económica, o seu estilo de vida imoral e o sistema religioso da Bablónia-mistério, constituem armadilhas bem planeadas pelo grande adversário do povo de Deus. Considerai estas estruturas unitárias, práticas malignas e ideologias enganadoras, como fóra dos vossos limites, se quereis manter-vos fiéis ao único verdadeiro Deus e Seu Filho Jesus Cristo.

O destino da Babilónia está selado e os seus dias numerados !  Afastai-vos dela !

"Colocai a Babilónia e tudo que ela representa longe de vós – ela é impura para vós" (Isaías  52:11 LB).