4.  O Anticristo

Os acontecimentos descritos em Apocalipse 6 a 19,  ocorrem todos dentro de um período de sete anos. Esta semana de anos, é chamada a tribulação, e está claramente dividida em dois períodos de 3 anos e meio cada.  O primeiro período será caracterizado por intensas iniciativas diplomáticas e de paz por parte do Anticristo, que se esforçará por se elevar à posição de indisputável senhor do mundo. Quando os seus esforços para estabelecer a paz mundial falharem, dará início a um reino de terror sem precedentes, durante os últimos 3 anos e meio, impondo a ditadura mais sangrenta de todos os tempos. As centenas de milhões de vítimas que êste reino de terror vai causar, farão desta quadra a maior tragédia humana de todos os tempos.

A última parte da tribulação é chamada a grande tribulação. Esta expressão é por vezes usada com referência a todo o reinado de sete anos do Anticristo, devendo no entanto compreender-se claramente, que a primeira metade consistirá principalmente de decepção espiritual e tormento, enquanto que a segunda metade será particularmente horrível, no sentido de que nela se verificará a destruição física do homem e do seu ambiente natural.

Os quatro cavaleiros

De acôrdo com Apocalipse 6:1-8, o Anticristo será revelado de uma maneira altamente deceptiva, como um anjo da luz, numa tentativa para primeiro enganar o povo, e depois aplicar sôbre êle a sua impiedosa ditadura. No primeiro estágio do seu reino, êle vai mostrar-se ao mundo como um pacificador global, que traz esperança a um mundo empobrecido e cheio de conflito (o cavalo branco). Numa demonstração de astuta diplomacia, levará o povo a aceitar um govêrno mundial, bem assim como uma religião universal, de forma a conseguir a unidade de todas as nações.

Quando  as suas iniciativas de paz, e políticas reformadoras  cairem, ao fim de 3 anos e meio,  o Anticristo adoptará a violência para manter o seu poderio. Tornar-se-á então um ditador militar (cavalo vermelho). A sua acção lógica seguinte será um estrito controlo económico, e o racionamento de productos alimentares durante as guerras e fome que assolarão o mundo (cavalo preto). Depois destas calamidades, a única coisa que lhe resta fazer é cavalgar como anjo da morte e apanhar tantas almas quanto possivel, para as levar consigo para a perdição (o cavalo amarelo).

No Seu discurso profético, Jesus Cristo descreveu uma sequência semelhante de acontecimentos, a  ocorrer  durante o próximo período da tribulação (Mateus 24:4-9):

·      "Tende cautela, que ninguem vos engane. Pois muitos virão em Meu nome dizendo, 'Eu sou o Cristo' e enganarão muitos," (o cavalo branco).

·      "E ouvireis falar de guerras e de rumores de guerras....pois nação se levantará contra nação, e reino contra reino," (o cavalo vermelho).

·      "E haverá fomes (e) pestilências,"(o cavalo preto).

·      "E então entregar-vos-ão à tribulação e vos matarão" (cavalo amarelo).

Esta estratégia tem sido seguida várias vezes no mundo, especialmente desde que as ditaduras marxistas foram introduzidas. A princípio, as pessoas são enganadas com falsas afirmações e com promessas utópicas, sob a direcção de um chefe dinâmico, que se apresenta como um messias ou principe da paz. As igrejas envolvem-se na política e agarram-se a ideologias que propagam a liberdade política e a fraternidade humanística entre todos  os homens (o cavalo branco).

Em seguimento desta decepção, as massas são mobilizadas para a actividade revolucionária, sob o pretexto de que as estruturas existentes devem ser destronadas pela fôrça, antes que o verdadeiro progresso e  liberdade possam existir (cavalo vermelho). Quando um país se envolve na guerra, a sua infraestrutura é danificada, a economia na maior parte desmorona-se, seguindo-se-lhe a fome e o desemprêgo em larga escala. O resultado é que os alimentos são provàvelmente racionados e tornam-se extremamente caros (o cavalo preto). Para muita gente, a última visão na revolução é o triste cavaleiro do cavalo amarelo  – a morte.

De uma forma limitada, o mundo já está sujeito ao panorama revolucioário de Apocalipse 6. De acôrdo com 1 João 2:18,  já apareceram em cena muitos pequenos anticristos: ...."esta é a última hora; e como já ouvisteis dizer que o Anticristo está para vir, mesmo agora já vieram muitos anticristos." Portanto, o Anticristo tem muitos antecessores. As suas acções combinadas culminarão na grande tribulação sem precedentes do final dos tempos. Vistas neste contexto, as revoluções, as guerras e as fomes, constituem parte integral da história humana. E, fenómenos desta natureza, mostram-nos constantemente que não estamos a viver nos mil anos de paz, mas sim numa época de luta contra fôrças malignas. Por muito intensas e destruidoras que essas catástrofes, guerras e fomes possam ter sido, não houve aínda alguma que se possa comparar com os sofrimentos da próxima grande tribulação. Jesus disse: 

"Porque então haverá grande tribulação, como nunca se viu desde o princípio do mundo até agora, não, nem nunca se verá. E, a não ser que êsses dias sejam encurtados, nenhuma carne se salvará: mas para bem dos eleitos, êsses dias serão encurtados." (Mateus 24:21, 22 KJV)

 O cavalo branco

"E eu vi, quando o Cordeiro abriu um dos sêlos... Eu olhei, e, vede, um cavalo branco. E aquele que estava sentado nêle tinha um arco; e foi-lhe dada uma corôa, e êle saiu conquistando e para conquistar." (Apocalipse 6:1, 2)

Mesmo no princípio do período da tribulação, o Senhor Jesus abre o primeiro sêlo no Céu, e um principe da paz montando um cavalo branco aparece subitamente sôbre a Terra. Êle só traz um arco na mão e de propósito esconde as setas, visto que vem sob a bandeira da paz e da reconciliação. Êle não pôde apresentar-se ao mundo mais cêdo, porque a presença da Igreja de Cristo lhe fazia resistência e se opunha aos seus planos de usurpação do poder. Mas agora que o Senhor a arrebatou, a hora da escuridão chega, inaugurando o breve período do Anticristo até à vinda do Senhor para o condenar ao lago de fôgo.

A identidade do cavaleiro do cavalo branco tem-se mantido por muitos anos assunto de controvérsia. No entanto, pelo contexto, torna-se evidente que êle não pode ser outro que não seja o  Anticristo. Está errado afirmar que o cavaleiro do cavalo branco em Apocalipse 6 é Cristo,  pelo simples facto d' Êle ser representado como um cavaleiro num cavalo branco em Apocalipse 19. Simplesmente não há qualquer prova para tal afirmação. Muitas vezes os símbolos não têm aplicação fixa, e portanto devem ser interpretados no contexto em que são usados. Assim acontece, que um leão num lado simboliza Cristo como o Leão da tribo de Judá (Apocalipse 5:5) enquanto que noutro local, (1 Pedro 5:8), o Diabo é descrito como um leão bramidor,  que procura a quem destruir.

Na visão de Apocalipse 6, Jesus está sentado no trôno e abre o livro que está selado com sete sêlos. Nêsse livro, são descritos os julgamentos  de Deus sôbre o mundo pecador. A sua finalidade é expor as obras sinistras de Satanás, depois do que, tanto êle como os seus servidores serão julgados, terminando-se assim a sua influência sôbre a Terra e seus habitantes. Quando os primeiros quatro sêlos são quebrados, quatro cavalos seguem-se um após outro, à medida que são instruidos no sentido de enganar e matar gente. A intensidade horrivel e o poder destruidor das suas acções, mostram-se claramente em Apocalipse 6:

"E foi-lhes dado poder sôbre a quarta parte da Terra, para matar com a espada e com a fome e com a morte e pelos animais ferozes da Terra." (Apocalipse 6:8)

No entanto, a entrada do Anticristo na cena mundial como o cavaleiro do cavalo branco, está em harmonia com a ideologia de reconciliação, unificação e fraternidade globais. Numa Nova Ordem Mundial, serão estabelecidas mega-estruturas para a unificação religiosa, política e económica de todos os povos, sob a sua direcção pessoal.

Mas uma unidade desta natureza só se pode conseguir, se identidade e fundamentalismo forem  abandonados. Para se poder realizar uma igreja universal e um govêrno global, as partes interessadas têm de colocar todas as diferenças de lado, no interesse da reconciliação. A complacência será um requisito de importância, pois a exclusividade e o direito à auto-determinação terão de abrir caminho a bem de uma maior unidade. Apocalipse 17:13 diz que os aliados políticos do Anticristo terão um pensamento comum, e darão voluntàriamente à Besta o seu poder e autoridade. Desta maneira, êle obterá poderes universais e consolidará as nações divididas do mundo, num grupo coerente de cidadãos planetários. Os limites de fronteiras serão reduzidos e mesmo inteiramente abolidos durante o processo obrigatóro de desnacionalização. E, a confusão total e máus resultados dessa moderna tôrre de Babel, serão em breve evidentes.

Nos circulos religiosos verificar-se-á tambem um processo semelhante de unificação.De acôrdo com o movimento Nova Era, o futuro dirigente mundial acrescentará ao seu nome títulos de todas as religiões mundiais. Colectivamente êle será o Maitreya Buda para os Budistas, Krisna para os Indús, o Íman Mahdi para os Muçulmanos, o Cristo para os Cristâos e o Messias para os Judeus. Todas estas religiões serão autorizadas a funcionar, durante 3 anos e meio, na condição de não se oporem à sua co-existência como parceiros de uma religião universal.       

Jesus avisou com veemência o povo da última geração, contra êste tipo de mentira, que será praticada de mais de uma maneira em Seu nome. "Tende cuidado que ninguem vos engane. Pois muitos virão em Meu nome dizendo 'Eu sou o Cristo,' e enganarão muitos." (Mateus 24:4, 5)

Porque a política utópica de unidade universal do Anticristo estará em conflito com a natureza da diversidade Bíblica (Actos 17:26), e tambem porque ela ameaça a singularidade da Religião Cristã  (João 14:6 ), cêdo se lhe levantará oposição. Esta reacção abrirá caminho a mais manifestações apocalípticas, de forma a que essa decepção satânica prossiga e atinja o seu feroz e máximo desenvolvimento.

Os planos utópicos expressos pelo Anticristo nas suas iniciativas de paz, hão-de desaparecer sùbitamente, como uma névoa antes do Sol da manhã.

O cavalo vermelho

"E um outro cavalo, vermelho como o fôgo saiu. E foi concedido ao que se sentava sôbre êle retirar a paz da Terra, e que as pessoas se  matassem umas às outras; e foi-lhe entregue uma grande espada." (Apocalipse 6:4)

Os políiticos que mostram instabilidade e já não gozam do apôio popular, muitas vezes adoptam atitudes autocráticas e de fôrça, para garantir as suas posições. O Anticristo não será excepção. Quando tirar a máscara de pretensa justiça no meio da tribulação, pegará na espada e aparecerá como o cavaleiro do cavalo de guerra. E, com pulso de ferro, reinará no mundo como o mais cruel e violento ditador de todos os tempos.

No campo religioso, êle será promovido nessa altura da posição de 'Messias' mundial  para a posição de Deus (2 Tessalonicenses 2:4), mantendo-se nessa posição por meio de adoração forçada (Apocalipse 13:15). As suas proclamações serão caracterizadas pela mais grossa blasfêmea (Apocalipse 13:5, 6). O Anticristo será no entanto rejeitado abertamente por Israel, quando violar o Lugar Mais Santo do templo reconstruido de Jerusalem, colocando lá dentro uma estátua de si próprio (Mateus 24:15). Então lançará uma campanha militar contra Israel, e, muito como Adolfo Hitler, procurará  eliminar a nação Judaica:   

"E fôrças serão chamadas  por êle, e violarão a fortaleza do santuário; e depois retirarão os sacrifícios  diários, e colocarão a abominação da desolação." (Daniel 11:31)

Como chefe militar, o Anticristo obterá fenomenal sucesso, e os seus adeptos  aclamá-lo-ão com admiração: "Quem  é  como a Bêsta? Quem é capaz de lhe fazer guerra?" (Apocalipse 13:4). Êle obterá vitórias  em todos os continentes, até o seu poder se estender a todas as tribos, linguas e nações (Apocalipse 13:7).  

O cavalo preto

"E Eu olhei, e vede, um cavalo preto; e aquele que estava sentado sôbre êle tinha um par de balanças na mão." (Apocalipse 6:5)

O resultado inevitável das guerras e da mobilização da mão de obra econòmicamente activa de um país, é o esgotamento rápido das finanças, a destruição da sua infraestrutura, graves perdas na produção, e a fome. Num esfôrço para contrabalançar êstes problemas, o Anticristo instituirá severas medidas económicas. Por meio de redes de computadores ligadas internacionalmente, êle controlará a economia mundial. A liberdade individual de cada um controlar os seus recursos financeiros, será totalmente eliminada, e substituida por um sistema global de transferência económica de fundos. Dentro da futura economia sem dinheiro, ninguem será capaz de comprar ou vender, sem o consentimento do Anticristo e seu govêrno.

De qualquer modo, devido à falta de alimentos causada pelas guerras, pela poluição, por desástres naturais e pela excessiva exploração de recursos, vão ser inevitáveis severos racionamentos e fiscalização. O Anticristo aproveitará esta situação, para reforçar aínda mais a sua autoridade. Apenas aqueles que reconhecerem o seu govêrno nos campos religioso e político, aceitando a sua marca e o número do seu nome, conseguirão certos previlégios. Êstes incluirão o direito de comprar e vender, assim como a possibilidade de conseguir emprêgo. (Apocalipse 13:16-18)

  O cavalo amarelo

"E Eu olhei, e vede, um cavalo amarelo. E o nome daquele que se sentava nêle  era Morte, e o Inferno  seguia-o." (Apocalipse 6:8)

Uma vez que o Anticristo é filho do Diabo, êle será um assassino como o pai. Vai deleitar-se com a morte de milhões de pessoas, e continuará a causar o cáos na criação de Deus. A morte da quarta parte da população da Terra, que êle e os seus cumplices vão causar de acôrdo com Apocalipse 6:8, atinge mais de 1,5 biliões de vidas. Isto é, aproximadamente 27 vezes mais que os 52 milhões de mortes causadas pela segunda guerra mundial - sem dúvida  assassínio numa escala nunca dantes vista. 

A identidade do Anticristo    

Apocalipse 13:1, 2 e 17:9-12, dão-nos mais pormenores àcerca da identidade e carácter  dêste maligno dirigente mundial. Êle é descrito como uma bêsta com sete cabeças e sete chifres. As sete cabeças, de acôrdo com Apocalipse 17:9,10, são sete reinos de onde êle veio. Em Génesis, Isaías e  Daniel,  faz-se menção dêsses reinos.

     São êles:

1.      O antigo Império babilónico estabelecido por Nimrod.

2.      O Império Assírio, que levou cativas as 10 tribos de Israel no  século 8 antes de Cristo.

3.      O Império Neo-babilónico, que conquistou o reino de Judá no século 6 antes de Cristo, e levou cativos para a Babilónia muitos dos seus súbditos.

4.      O Império Medo-persa.

5.      O Império Grego.

6.      O Império Romano.

7.      O restaurado Império Romano do período da tribulação.

Em Apocalipse 17:10, João afirma que durante o seu tempo, cinco dêstes impérios já tinham caido, um outro existia aínda e o sétimo estava para vir. No ano 95  AD, quando o livro do Apocalipse foi escrito, cinco dos impérios tinham já passado, – isto é, do antigo Império Babilónico ao Império Grego. O Império Romano estava em curso, naquela altura, enquanto que o Império final da Bêsta estava aínda para vir. Êste último império é simbolizado pela cabeça com 10 chifres.

Uma característica comum dos primeiros seis impérios, é que todos êles eram hostis ao reino de Deus na Terra. As suas práticas ocultas, o panteísmo, a imoralidade, a deificação dos seus dirigentes, o humanismo e a rebelião contra Deus, vão culminar no sétimo império, o do Anticristo, e descer aínda a maiores profundidades de escuridão espiritual e decepção. A unanimidade existente entre êstes impérios, tem raiz na Babilónia-mistério, a mãe imoral de todas as religiões falsas. Ela exerceu uma influência tremenda sôbre os antigos impérios mundiais, e foi responsável pela sua disposição maligna. "A mulher que vós vistes é aquela grande cidade que reina sôbre os reis da Terra" (Apocalipse 17:18). A grande característica do império da Bêsta, vai ser a mesma aliança maligna entre um govêrno mundial e uma igreja mundial falsa.

O Anticristo identifica-se tão perfeitamente com os antigos impérios do mundo, que é retratado  com o corpo de um leopardo, as patas de um urso, a bôca de um leão e dez chifres na cabeça (Apocalipse 13:2). Êstes símbolos concordam com os de Daniel  7, onde o Império Babilónico é representado por um leão, o Império Medo-persa por um urso, o Império Grego por um leopardo e o Romano por uma bêsta feroz com dez chifres na cabeça:

·      Anticristo seguirá a tradição dos babilónios, que deificavam os seus reis. Êle considerar-se-á superior a todos os deuses, e desafiará até a autoridade do Deus do Céu. Fará com que uma estátua sua seja erguida no templo, e forçará à adoração dela todos os cidadãos do seu império mundial. E, aqueles que se recusarem a fazê-lo, serão lançados no fôrno ardente da perseguição. Êle fará tambem incessantes ataques ao estado judaico, tentando aniquilar os seus habitantes.

·      Da mesma maneira que no Império Medo-persa, espezinhará todas as nações, e terminará com a sua independência incorporando-as no seu próprio império. Estabelecerá um govêrno impiedoso e regerá o seu reino com as leis irrevogáveis e imutáveis dos mêdos e dos persas. Ordenará tambem a aniquilação do povo judaico.

·      Império Grego foi retratado por Daniel, como um leopardo com quatro asas. Utilizava exércitos altamente móveis, caracterizados por habilidosas manobras militares, que lhe permitiam levar a cabo os seus ataques com rapidês e eficiência. O Anticristo fará renascer estas táticas nos seus disciplinados exércitos, e será capaz de os mobilizar e transportar para qualquer parte do mundo, praticamente do dia para a noite. Na província síria dêste império reinou tambem uma política anti-judaica de grande supremacia. O ditador grego Antiocus Epifanes, odiava fanàticamente os judeus e, como tal, foi tambem um tipo de Anticristo.

·      A quarta bêsta, com os seus dez chifres e dentes de ferro, tinha um aspecto terrível. Isto é simbólico da dureza, altivez e intoleráveis atitudes por meio das quais o Império Romano fazia sentir a sua autoridade e soberania. Durante a invasão da Palestina e cêrco de Jerusalem, foram horrivelmente massacrados, crucificados e vendidos como escravos centenas de milhar de judeus, ao mesmo tempo que muitos dos sobreviventes eram levados como prisioneiros de guerra para outras áreas do império. Durante a grande tribulação, o Anticristo vai fazer  uma guerra de aniquilação aínda mais devastadora.

Os dez chifres do animal, simbolizam uma aliança política que o Anticristo vai estabelecer no comêço do período da tribulação, com dez países mediterrânicos com quem juntará fôrças, e que êle próprio chefiará:

"E os dez chifres que tu viste, são dez reis que aínda não receberam qualquer reino; mas recebem autoridade durante uma hora com a Bêsta, como reis. Êles são do mesmo pensamento, e darão à Bêsta o seu poder e autoridade." (Apocalipse 17:12, 13)

Daniel diz:

"Pensava  nos chifres, e, vede, apareceu entre êles outro pequeno chifre, diante do qual três dos primeiros foram arrancados pela raiz: e, ollhai, nêste chifre havia  olhos como os de um homem, e uma bôca falando grandes coisas." (Danaiel 7:8)

O Anticristo consolidará três dos reinos sob a sua autoridade pessoal, depois do que ficarão apenas oito.

Um outro título do Anticristo é Rei do Norte (Daniel 11:36-45). No tempo do Velho Testamento, o rei da Assíria era chamado o Rei do Norte. Assíria era um  vasto território directamente a Norte e Nordeste de Israel. Incluia a Síria moderna, o Líbano, o Iraque e partes de outros países visinhos. O facto de o Anticristo ser tambem chamado 'O Sírio' em Isaías 10:20-27, e em Miquéas 5:5-7, confirma a espectativa de que êle será um judeu sírio. Os acontecimentos de hoje na Síria e no Iraque, incluindo a reconstrução da Babilónia no Iraque, podem num futuro próximo  criar o cenário para o aparecimento dessa personalidade. Lembremos, que êle deve ser de ascendência judaica, para poder ser aceite por Israel como Messias.

Uma faceta essencial da identidade do Anticristo, é a sua associação com religiões falsas e a sua tendência para se fazer deus. Êle juntará a política à religião, para fazer delas uma unidade cerrada e para se apresentar ao mundo como redentor da humanidade. No meio de toda a confusão, a maior parte das pessoas considerá-lo-á como um 'Messias' de poderes sobrenaturais, o que confirmará a sua pretensão de ser o salvador do mundo. Por conseguir vitórias diplomáticas e operar grandes sinais e maravilhas, "toda a Terra (seguirá) a Bêsta com admiração e espanto" (Apocalipse 13:3 AB). E toda a gente refutará fortemente qualquer sugestão de que êle possa ser um falso 'Messias'.

O carácter do Anticristo

As características-chave do Anticristo, são mencionadas pelo apóstolo Paulo:

"Não deixeis ninguem enganar-vos seja de que maneira fôr, pois êsse dia não virá sem que  venha primeiro a apostasia – isto é, sem que a (prevista) grande rebeliâo daqueles que se consideravam Cristãos tenha chegado,e o homem da anarquia (pecado) seja revelado, que é o filho da perdição e tão orgulhosa e insolentemente se exalta a si próprio e se opõe acima e contra tudo que é chamado Deus ou é adorado, (até ao ponto de) tomar assento no templo de Deus, e se declarar a si mesmo Deus...pois o mistério da injustiça, – êsse princípio escondido de rebelião contra a autoridade instituida – já está a operar no mundo, (mas é) reprimido até que aquele que o reprime seja tirado do caminho. E então será revelado o iníquo (o Anticristo)." (2 Tessalonicenses 2:3, 4, 7, 8 AB)

A grande apostasia do tempo do fim, pode tambem chamar-se rebelião contra Deus e contra o Seu reino na Terra:

"Haverá um tempo de grande rebelião contra Deus e então o homem da rebelião virá – o filho do inferno" (2 Tessalonicenses 2:3 LB).

A característica número um do Anticristo é, certamente, que êle será um homem rebelde. Êle será um homem incontrolável, feroz e liberal, que rejeitará as leis incluindo a lei de Deus. Os Cristãos serão parte das vítimas dessa rebelião:

"Êle desafiará o Altíssimo e enfraquecerá os santos com perseguições, tentará alterar todas as leis, a moral, e os costumes. Nas suas mãos, o povo de Deus nada poderá fazer durante 3 anos e meio." (Daniel 7:25 LB e Apocalipse 13:6, 7)

Normas duplas, subôrno e corrupção, serão a ordem do dia durante êste vil regime, e serão concedidos favores especiais aos seus colaboradores:

"Êle honrará aqueles que se lhe submeterem, nomeando-os para posições de autoridade e repartindo a terra entre êles como recompensa" (Daniel 11:39 LB).

Não haverá limites para a presunção e vis intenções do carácter perverso dêste ditador. Êle é mesmo chamado filho da morte e da destruição (ou filho da perdição – 2 Tessalonicenses 2:3). O seu companheiro íntimo, o Falso Profeta, será um dos seus maiores carniceiros, e usará até poderes ocultos para levar a cabo o seu propósito:

"E foi-lhe permitido insuflar o sôpro da vida na imagem da Bêsta, de maneira a que a estátua da Bêsta pudesse de facto falar, e levar à morte aqueles que não se vergassem e adorassem a imagem da Bêsta" (Apocalipse 13:15 AB).

De acôrdo com 2 Tessalonicenses 2:7-8, o poder secreto da anarquia já está em operação no mundo, embóra seja até certo ponto reprimido pela presença dos Cristãos, que são a luz de um mundo nêgro e o sal duma Terra corrupta. No entanto, no tempo do fim, mesmo antes do arrrebatamento e do comêço do período da tribulação, grande número de Cristãos nominais (aqueles que não são verdadeiramente nascidos de novo), juntar-se-á abertamente  ao reino da escuridão:

"Mas, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns vão afastar-se da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demónios" (1 Timóteo  4:1).

Desobediência, imoralidade, rebeldia, e egoísmo total, são manifestações do espírito anárquico, e abrirão caminho à revelação do Sem-lei:

"Podes tambem ficar a saber isto, Timóteo, que, nos últimos dias, vai ser muito difícil ser um Cristão. Porque as pesoas vão amar-se apenas a si mesmas e ao seu dinheiro; vão ser orgulhosas e fanfarronas, escarnecendo de Deus, desobedientes aos pais, ingratas e verdadeiramente más.Serão casmurras e não darão ouvidos aos outros; serão sempre mentirosas e desordeiras e não se importarão nada com a imoralidade. Serão duras e cruéis, e troçarão dos que tentam ser bons. Trairão os amigos, serão cabeçudas, inchadas com orgulho, e preferirão gozar a adorar a Deus. Irão à igreja, sim, (ostentando uma espécie de santidade), mas não acreditando realmente em nada do que ouvem. Não vos deixeis levar por pessoas dêsse género." (2 Timóteo 3:1-5 LB)

Nós estamos a viver agora nêstes dias, e a observar a tremenda apostasia que se desenrola à nossa volta. Cristãos – assim chamados – estão a contemporizar e a colaborar com o espírito de anarquia, juntado-se às religiões não-cristãs, partilhando o poder com fôrças anárquicas, aceitando as acções assassinas de criminosos, abandonando a fundação cristã do estado e do sistema educacional, promovendo a desordem ao permitirem  ao povo a desobediência às leis do país a seu bel prazer, e abrindo as portas da sociedade ao jôgo, à prostituição, è pornografia e a toda a espécie de práticas malignas, enquanto que a observância tradicional do domingo como Dia do Senhor, está a desaparecer ràpidamente.

Em breve o grande rebelde, o homem do pecado, o violador das leis e dos códigos de moral, o destruidor de vidas humanas, o blasfemo e auto-entronizado deus será revelado. Está o leitor a resistir à sua revelação? Ou está a abrir caminho para a sua vinda? Gostariamos de pedir aos Cristâos, que não se mostrem desanimados nesta era de anarquia e malignidade, e que continuem a resistir ao mal. Jesus disse:

"E porque a anarquia vai abundar,  o amor de muitos arrefecerá. Mas todo aquele que aguentar até ao fim, será salvo" (Mateus 24:12, 13). A 'Bíblia Viva' diz: "O pecado reinará por toda a parte, e arrefecerá o amor de muitos" (Mateus 24:12 LB).

Durante a grande tribulação, o espírito do pecado e da anarquia vão causar ocorrências extremas e sem precedentes.

Bases do poderio do Anticristo

A mudança de imagem e estratégia por parte do Anticristo, no meio da tribulação, vai ser tão dramática e aterrorizadora, que vai conseguir levar muita gente ao satanismo. Depois de ter recebido uma ferida mortal e regressado à vida, o Anticristo não mais se manifestará  como principe da paz e anjo da luz. Êle revelará nessa altura a sua verdadeira natureza de ditador sequioso de poder, que dá livre expresão à sua tendência para a blasfêmea, sadismo e brutal assassínio. Estabelecerá uma ditadura baseada no poder da política, da religião e do contrôlo dos recursos económicos. Exercerá completo contrôlo em cada uma destas esferas, com o objectivo principal de reduzir toda a gente a uma escravidão total. Não serão concedidos a ninguem direitos políticos e liberdade religiosa ou económica, que estejam fóra das estruturas unitárias da Nova Ordem Mundial.

No âmbito da política, êle será o único governador do mundo durante  os últimos 3 anos e meio, baseando o seu poderio na fôrça militar. Aliança alguma será capaz de lhe fazer frente, porque êle terá "poder sôbre todas as famílias, linguas e nações" (Apocalipse 13:7 KJV).

Ao nível religioso, vai elevar-se da posição de messias para a de Deus. De acôrdo com 2 Tessalonicenses 2:4, elevar-se-á acima de todas as religiões e sentar-se-á no templo de Deus, mostrando que é Deus. Nessa altura, todas as formas de religião serão consideradas inválidas e ilegais, e os lugares de adoração serão abandonados e incendiados (Apocalipse 17:16). O serviço no templo judaico será interrompido e proibido (Daniel 9:27). A única alternativa será o povo adorar o Anticristo e a sua imagem e a recusa de o fazer será punível  com a morte (Apocalipse 13:15 ). Durante êste período, o satanismo mundial e a  adoração forçada da Bêsta reinarão em todo o mundo, sob a direcção do Falso Profeta. O triunvirato satânico – o Dragão, a Bêsta, e o Falso Profeta – actcuará conjuntamente.    

Além das macro-estruturas política e religiosa, será tambem instituida uma economia mundial sem dinheiro, sob a direcção do Anticristo. (Apocalipse 13:16-18). Utilizando números e códigos, êle controlará um sistema computerizado de transferência de fundos, a partir de um ponto  central do mundo e ninguem poderá operar na economia sem estar ligado a tal sistema. Se uma pessoa se ligar ao sistema, essa decisão terá graves implicações, pois será equivalente a aceitar o Anticristo como  governador e Deus.    

Uma economia global sem dinheiro

É importante considerar o actual nível de desenvolvimento técnico, em têrmos da possibilidade  de se estabelecer um sistema económico  sem dinheiro para o mundo. Sem o contrôlo absoluto dos recursos económicos, o Anticristo dificilmente será capaz de impôr o seu reino totalitário, que terá por finalidade o contrôlo efectivo das vidas da população. Uma das suas armas mais poderosas será sem dúvida a intimidação económica, com a qual espera garantir a lealdade de todos os homens.

Há frequentes indicações no jornalismo de hoje, de que o contrôlo electrónico das compras e vendas constitui alvo atingível num futuro muito próximo. Num artigo do jornal 'Sunday Star' de 17 de Maio de 1992, foi dado relêvo da seguinte maneira, aos benefícios da implantação  de um circuito electrónico sob a pele de uma pessoa:

PODER SOB A TUA PELE

Um novo conceito insere um circuito no corpo,
para
acesso fácil a um mundo de benefícios

CIRCUITOS QUE SE METEM SOB A PELE

"E êle obriga todos... a receber uma marca  na mão direita ou na testa" (Apocalipse 13:16).

Nesta era moderna e dia, o texto  citado levou observadores cínicos a explorar a realidade Orwelliana do contrôlo total. Êles baseiam o seu ponto de vista no crescente pêso de números com que temos de viver: ID, PIN, segurança, registo e novas tecnologias que funcionam quase exclusivamente com números.

Considerando a nossa aceitação dêste facto, o pensamento ocorre-nos, que seria belo ter apenas um número. Mas, carimbado na testa com tinta? Não. Uma ideia muito melhor seria implantar em todos nós um minúsculo circuito electrónico individual -- sugere Johan Bornman. 

Porque havemos de usar cartões, quando um implante pode fazer o mesmo?

Uma vez que já há tantos animais domésticos e gado, que  possuem ID electrónicos a oscilar dentro de si, parece que os humanos podem estar  a perder na corrida aos benefícios digitais.

Qual é a disponibilidade tecnológica? A cápsula de radio frequência (RF) que identifica os animais, é uma opção. Estas bobinas minúsculas, encapsuladas em vidro, são injectadas sob a pele dos animais -- ou talvez no acolchoado dos assentos de um carro – e emitem uma certa frequência, (número), quando lidas por um  aparelho especial. 

Êstes números ID são armazenados num computador, que regista a informação desejada. No caso dos animais domésticos perdidos, o circuito é quem fala, revelando o nome do dono do animal, enderêço e número de  telefone. Para carros roubados recuperados pela polícia, o mesmo acontece, quando a polícia faz a leitura de um sinal nos assentos, à procura de  um ID.

Mas, de longe, a melhor tecnologia é a dos chamados cartões inteligentes. Êstes cartões plásticos do tamanho de cartões de crédito, contêm um circuito do tamanho da cabeça de um alfinete, com uma potente memória inter-activa. Não só possuem  excelentes características de verificação de segurança, como verificação de impressões digitais, PIN's e registos de voz, como tambem podem armazenar úteis quantidades de informação em fichas separadas. Podem armazenar pormenores de transacções financeiras, a história médica e odontológica de uma pessoa, assim como pormenores residenciais e outros, relativos a familiares. A maior parte das pessoas deve concordar que isto pode ser útil. Com um pouco de imaginação podia-se substituir uma carteira de dinheiro por cartões, acabar com o bilhete de identidade, manter uma ficha médica permanente e ser identificado positivamente em qualquer altura.

Aínda mais: Os cientistas aperfeiçoaram agora um cartão inteligente, que pode ser lido por máquinas sem primeiro ter de ser  passado através de uma leitora magnética. Em vez disso, é metido na máquina ou passado por uma série de pontos de contacto electrónicos.

Se uma pessoa retirasse do cartão a área plástica superficial, que nada mais é que um envelope envolvente normal, o restante minúsculo circuito seria ideal para implantação sob a pele humana. Mas é claro, os cientistas tinham de pensar  bem, para escolher a área de implantação...Imagine-se  a utilidade de tal operação! Não mais ATM's e cartões de crédito ou  bilhetes de identidade. No supermercado ao sair, bastaria colocar o dedo (ou qualquer que fôsse a área escolhida) na máquina leitora e assim actualizar a conta bancária...  Identificação total é de longe melhor que  um rude número na testa... No fim de contas, presentemente já estamos dependentes dos nossos vários números; portanto porque não registá-los num sítio qualquer mais seguro e melhor que em lugares secretos e cartões plásticos?

O autor do artigo acima, comete o êrro de ridicularizar a história bíblica do contrôlo total pela utilização de números. Êle refere-se tambem erròneamente, à descrição bíblica de um número carimbado a tinta sôbre a mão direita ou testa. Mas na realidade, a sua exposição da tecnologia moderna que permite a implantação de micro-circuitos sob a pele, confirma a declaração bíblica seguinte, feita há quase 2.000 anos:

"E êle obrigou todos, tanto pequenos como grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a receber uma marca na mão direita, ou na testa: e que nenhum poderia comprar ou vender, salvo aquele que tivesse a marca, ou o nome da Bêsta, ou o número do seu nome" (Apocalipse 13:16, 17 KJV; ênfase do autor). 

Infelizmente, a maior parte das traduções da Bíblia refere-se a um número sôbre a mão direita ou  testa. A 'Bíblia Viva' vai ao ponto de dizer que as pessoas serão tatuadas com uma certa marca. No entanto, a palavra grega epi que normalmente significa sôbre é traduzida na,  quando usada em combinação com a forma genitiva do nome. A  versão do Rei Tiago (King James) está portanto gramaticalmente correcta, ao rfeferir-se a um  número  na mão direita ou na testa. 

É de mencionar aqui, que a tecnologia moderna, incluindo sistemas electrónicos de transferência de fundos, é neutra – não lhe é imputado qualquer valor moral. No entanto, quado esta mesma tecnologia estiver à discrição do Anticristo, êle abusará largamente dela parra conseguir os seus fins. Êle forçará as pessoas a assinar um compromisso de  fidelidade à sua pessoa, antes de lhes dar um número. E isto incluirá o seu reconhecimento como Messias e eventualmente como Deus.

Uma prática que tem sido sempre considerada não-bíblica e portanto inaceitável para os Cristãos, é a marcação do corpo seja de que maneira fôr, por tatuagem, ou, digamos, pela implantação de micro-circuitos. Em Levítico 19:28 (AB), o Senhor afirma: "Tu não ...imprimirás ou tatuarás quaisquer marcas sôbre ti." Tal prática constituiria poluição inadmissível do corpo, que é o Templo de Deus (1 Coríntios 3:16, 17). O motivo desta proibição é fazer com que as pessoas não ponham simbolos ocúlticos e marcas satânicas nos seus corpos.

Satanás tem um plano bem estudado para forçar as pessoas a assinar um contrato consigo, em troca do direito de comprar e vender. Êle sabe que neste mundo materialista, que é em grande parte controlado por Mamão, o deus do dinheiro, quase toda a gente tem um preço, podendo portanto ser 'comprada', subornada ou intimidada. No entanto, é um contrato incrivelmente dispendioso, que êle oferece às pessoas. Nunca penseis sequer trocar os interesses a longo praso da vossa alma imortal, por benefícios económicos de curto praso, oferecidos pela aceitação da marca do Diabo !

Filosofia do Anticristo

O princípio filosófico marcante, em que o Anticristo vai basear o seu sistema global de governança política, religiosa e económica é o monismo – tudo é um. De acôrdo com Apocalipse 13, a belicosa e dividida raça humana vai por certo ser unificada sob a direcção comum do Anticristo:

"E  todo o mundo  se maravilhou e seguiu a Bêsta... e  todos os que vivem na Terra a adorarão" (Apocalipse 13:3, 8; o ênfase foi acrescentado).

O Anticristo criará um mundo unificado, pondo fim às fronteiras e instituindo pontes de concordância  e de consentimento comum entre os vários grupos. O resultado final será uma sociedade unida, formada por cidadãos planetários desnacionalizados. A expressão política será dada à próxima Nova Ordem Mundial, com o estabelecimento de um govêrno mundial, que tambem controlará a economia, a partir de um centro internacional. O Movimento Ecuménico lançará as bases de uma aliança das religiões mundiais, que funcionará em cerrada associação com êsse govêrno.

A globalização da humanidade será o resultado de uma revolução global da consciência. E, para obter essa mudança de consciencialização, serão largamente praticadas várias psico-técnicas, como a meditação transcendental – mesmo nas escolas. Na consequente experiência mística, as pessoas vão descobrir o que é comum descrever como  o eu mais profundo, o eu mais elevado, o deus interior.

Quando êste nível de consciencialização tiver sido atingido, o meditador estará unido a uma fonte mística de energia cósmica, que lhe tornará possivel desenvolver capacidades psíquicas, como a telepatia, a percepção extra-sensorial, as viagens astrais, a auto-cura etc. Durante o tranze meditacional nessa profunda consciencialização, a pessoa viverá sentimentos de tranquilidade e verá o universo inteiro como um todo integrado e sem perturbação. Desta maneira, os seus horizontes mentais são alargados, e dêsse momento em diante ela verá tudo como um. O mundo natural torna-se místico e divino. As plantas, os animais e os seres humanos, são conceitualizados como partes inter-activas do mesmo processo evolucionário, e todos possuem o mesmo atributo de divindade, que flui através dêles e os une.

Quanto mais elevado o nível de desenvolvimento evolucionário, mais elevado  (ou mais profundo) se tornará o gráu de consciencialização. Uma pessoa que tenha sido totalmente instruida nos segredos dos poderes cósmicos, será uma pessoa operadora de milagres, que conhecerá todos os segredos do universo. Será uma fonte de sabedoria, que poderá, em última análise, atingir o nível  do Cristo.

Acredita-se, que tal pessoa, que sabe tudo e é capaz de manipular tremendos poderes cósmicos, vai em breve aparecer na terra, para conduzir a raça humana à utopia da Nova Ordem Mundial (tambem descrita como a Era de Aquarius). Tal pessoa será o Anticristo, descrito como a Bêsta no Apocalipse.

Uma vez que o Anticristo dirige a ierarquia espiritual, na revolução da consciência, devemos compreender claramente o facto de que o misticismo da Nova Era – que está a ser largamente promovido hoje em dia, como uma psicotécnica neutra ou como a libertação do potencial humano aínda escondido –  é totalmente ocúltico e demónico na sua natureza. O seu propósito é preparar o mundo inteiro para a adoração do Anticristo e do Diabo:

"E assim, êles adoraram o Dragão (Lucifer), que deu autoridade à Bêsta (o falso Cristo da Nova Era); e adoraram a Bêsta dizendo, Quem se compara à Bêsta?" (Apocalipse 13:4). 

O aviso está claro: Não vos ligueis a  experiências com poderes e seres cósmicos, pois êles pertencem ao domínio de Satanás. Êles são os nossos adversários na nossa guerra espiritual: "Porque nós não lutamos contra a carne e sangue, mas contra principados, contra potestades, contra os principes das trevas desta era, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" (Efésios 6:12).        

Orai ao Senhor e pedi-Lhe discernimento, para poderdes distinguir entre o Seu Reino e o reino do Diabo. Satanás e os seus espíritos malignos, querem privar-nos da habilidade de discernir e classificar coisas, instilando em nós  a ideia de que  tudo é um.  Por outro lado, por meio do Seu Espírito Santo, Deus quer iluminar os olhos das nossas mentes, para que possamos distinguir com clareza duas categorias diferentes de coisas no universo, isto é,  o reino da luz e o reino da escuridão, Céu e Inferno, o caminho estreito e o caminho largo, o bem e o mal a verdade e a mentira, a única verdadeira religião e todas as religiões falsas.

As diferentes percepções e maneiras de pensar que emanam destas ideologias opostas, podem distinguir-se umas das outras conforme se indica na lista abaixo. Podemos compreender melhor a filosofia do Anticristo, se a compararmos com a visão mundial cristã, visto que o Anticristo oferece uma falsa visão mundial de alternativa aos seus adeptos, como segue:

VISÃO MUNDIAL CRISTÃ

VISÃO MUNDIAL ANTI-CRISTÃ

Um modo contrastante de pensamento analítico, em que é necessário discernimento, para sermos capazes de classificar coisas e pensar em opostos.

Um modo sintético de pensamento, que ignora diferenças e integra todas as coisas num todo mais largo. Esta ffilosofia é chamada holismo.

Divergência continua até um ponto de separação eterna, entre luz e escuridão. Reconciliação e união entre êstes dois pòlos, nunca será possivel.

Convergência continua, até que todas as coisas do cosmos se tornem integradas e unificadas. As differenças e conflito de interêsses, são atribuidos a ignorância.

O domínio cósmico dos demónios é proibido. Não são permitidas experiências com poderes ocúlticos e percepções extrasensoriais.

Recomenda-se o desenvolvimento de uma conciência cósmica, por meio da transposição dos limites para o mundo místico sobrenatural.

Monoteísmo. O Deus Triune, é um Deus transcendente, cuja morada é nos lugares celestíais. Êle deve ser compreendido e adorado independentemente da Sua criação. Deus opera dentro do homem através do Seu Espírito Santo, mas permanece um ser distinto, de quem nos devemos aproximar reverentemente em oração.

Panteísmo. Deus é místico e impessoal. Há um elemento divino em toda a criação, o que significa que tudo é deus. Visto que toda a gente é inerentemente divina, as pessoas devem aprofundar o nível da sua conciência e descobrir o deus dentro de cada um.

O homem é uma criação única de Deus. Êle é distinto do mundo natural, e é instruido por Deus para dominar e reinar sôbre todas as criaturas viventes. Êle é responsável por melhorar e proteger o seu ambiente.

O homem é parte da criação natural. Êle teve origem numa linha unilinear da evolução biológica, e, desta maneira, descendente dos macacos. Êle deve estar unido à natureza, nâo a perturbar desnecessáriamente e manter uma ligação mística com ela.

O homem tem apenas um ciclo de vida único, num corpo humano. Está-lhe destinado morrer uma vez, depois do que se segue o julgamento e começa a eternidade.

O homem tem vários ciclos de vida, em que evolui para formas mais elevadas de vida. Pela reincarnação, êle regressa muitas vezes a um novo ciclo de vida na Terra.

A humanidade deve compreender, que está dividida em dois grupos, ou seja, o grupo dos salvos, que está destinado ao céu e o dos não salvos, que está destinado ao inferno. Aqueles que se encontram em escuridão espiritual, são convidados a vir para o reino de Deus, por meio do novo nascimento espirítual.

A unidade da família humana, deve ter reflexo tambem na esfera religiosa. Todas as religiões devem aceitar o facto de adorar o mesmo deus. Uma religião não deve portanto ser olhada como melhor que qualquer outra. Devem-se criar estruturas, que promovam esta unidade.

Porque, religiosamente falando, há dois reinos em oposição, e cada um dêles oferece um messias para salvar o mundo – o verdadeiro Cristo e o Anticristo. Há que fazer uma escôlha entre ambos.

Porque as diferentes religiões sairam da mesma fonte de conhecimento cósmico, todas elas estão à espera do mesmo Cristo cósmico, que finalmente as virá a unir. Em antecipação dêste grande acontecimento, todas elas devem dar as mãos.

O ser humano é moralmente corrupto e está espíritualmente morto, devido à sua morte pelo pecado original. Se não nascer de novo, acabará seus dias no lago de fôgo.

O ser humano é inerentemente bom, e procede mal apenas em resultado de influências externas adversas. Não há diabo ou inferno no universo.

Quando os Cristãos se juntam em oração, o Espírito Santo opera de forma poderosa, para convencer as pessoas do pecado e salvar as suas almas.

Quando grande número de pessoas se reune, para meditar em conjunto, energia cósmica é libertada para promover a paz e salvar a humanidade.

Por meio da oração, podemos obter de Jesus a remissão dos nossos pecados, e o amor e paz de Deus entrarão no nosso coração pela operação do Espírito Santo. Não há substituto para a oração. A meditação Cristã é uma forma falsa de adoração, derivada da meditação Transcendental.

Por meio de um processo de calma meditação e abertura das faculdades receptivas da metade direita do cérebro, pode-se desenvolver um mais profundo estado de consciência. O indivíduo torna-se então um com Cristo dentro de si, experimentando assim tranquilidade e paz místicas.

A reconciliação entre Deus e o homem ocorre aos pés da Cruz e baseia-se na morte substitutiva de Jesus Cristo. A reconciliação entre pessoas, baseia-se em honrar os direitos dos outros, em soluções negociadas, e no respeito de limites.

A reconciliação entre pessoas, ideologias e religiões, consegue-se através do compromisso, da iliminação dos limites e da unificação. Os grupos devem desistir da sua exclusividade, e tornar-se abertos e acomodatícios de forma a promover a convergência.

Jesus Cristo é o vivo Filho de Deus, que em breve regressará dos céus para vir buscar a sua noiva dentre êste mundo corrupto, levando-a para a sua residência celestial na Nova Jerusalem. Depois de sete anos virá de novo à Terra, em poder e magestade, com Sua igreja glorificada, para julgar as nações e reinar no Seu reino terrestre.

O Anticristo é o filho da perdição que aparecerá de entre as fileiras do homem caído. Os membros das religiões falsas serão a sua noiva que reinará com êle da Babilónia. Após sete anos, o seu reino será sùbitamente derrubado e êle e os seus seguidores destruidos à chegada do Rei dos reis.

O destino do Anticristo

No que diz respeito ao destino final dêste  tirano super-mentiroso, a Bíblia é muito clara. Paulo diz que "O Senhor consumi-lo-á (a êle) com o sôpro da Sua bôca destruindo-o (a êle) com o fulgôr da Sua vinda." (2 Tessalonicenses 2:8)

João tambem menciona êste encontro, como um dos mais importantes acontecimentos  do dia do regresso de Cristo:

"Então a Bêsta foi apanhada, e com ela o Falso Profeta, que operava na sua presença os sinais  com que enganava aqueles que recebiam  a marca da Bêsta e os que  adoravam a sua imagem. Êstes dois foram lançados  vivos no lago de fôgo que arde com enxôfre." (Apocalipse 19:20)

O mesmo destino espera todos aqueles que colaborarem com o Anticristo e o adorarem. Haverá muitos dêstes, porque o Falso Profeta e os seus adeptos da falsa igreja mundial os vão enganar e convencer a adorar o seu mestre:

"Se alguem  adorar a Bêsta e a sua imagem, e receber a sua marca na testa ou na mâo, êsse mesmo beberá do vinho da ira de Deus, que é vasado sem mistura na taça da Sua indignação, e será atormentado com fôgo e enxôfre na presença dos santos anjos e na presença do Cordeiro: E o fumo do seu tormento subirá para todo o sempre: E não terão sossêgo dia ou noite, os que adorarem a Bêsta e a sua imagem e todo aquele que receber a marca do seu nome." (Apocalipse 14: 9-11 KJV)

Ninguem pode desprezar êste aviso  levemente, e pensar que durante a grande tribulação alguem possa, êle ou ela, aceitar provisòriamente o número do Anticristo e esperar poder cancelar tal decisão mais tarde, no interêsse da sua aceitabilidade política ou sobrevivência económica. As pessoas que tiverem esta marca ou número na mão direita ou testa, entregam a alma ao Diabo, reconhecendo o Anticristo como rei e deus dêste mundo.Podemos ter a certeza de que êle não os deixará escapar da sua mão. Há apenas um comando a obedecer,  relacionado com o Anticristo – Resistir-lhe e rejeitá-lo mesmo à custa da própria vida !