Títulos Ofíciais De Jesus Cristo

Os sete ofícios para os quais Cristo, foi ungido, e os títulos com êles associados, são os seguintes:

1. Cordeiro de Deus

A razão mais importante porque Jesus Cristo foi ungido e enviado ao mundo, foi redimir dos seus pecados a humanidade caída. Para poder fazer isso, Êle tinha de aparecer na semelhança do homem, para que pudesse oferecer-Se como sacrifício pelos nossos pecados, vertendo o Seu sangue e morrendo fisicamente na cruz. Êle tinha de se transformar no Cordeiro de Deus, do sacrifício:

“Porque não é possivel que o sangue de novilhos e de bodes livre de pecados. Portanto, quando Êle vem ao mundo afirma: Sacrifício e ofertas não quizeste, mas um corpo Tu Me preparaste… Então disse Eu, Olha, Eu venho (no conteudo do livro está escrito sôbre Mim) para fazer a Tua vontade Ó Deus… Por cuja vontade somos santificados de uma vez para sempre, pela oferta do corpo de Jesus Cristo” (Hebreus 10:4-5, 7, 10).

A lei espiritual que diz que “sem o derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9:22 e Levítico 17:11), foi ditada a Israel 1 500 anos antes da vinda do Messias. Dantes, milhares de animais de sacrifício haviam sido mortos, de acôrdo com as leis do Velho Testamento, de forma a que os sacerdotes levíticos pudessem propiciar pelos pecados do povo.

Todos êstes sacrifícios eram apenas indícios, que apontavam para a morte do Cordeiro de Deus, quando o tempo próprio chegasse. Foi João Batista que anunciou a vinda do Cordeiro: “Olhai, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29).

Jesus fez o sacrifício final, pelo qual pôs têrmo a todos os repetidos e incompletos sacrifícios do Velho Testamento:

“(Cristo) não precizava fazer, como os sumos sacerdotes faziam diariamente, sacrifícios primeiro pelos seus próprios pecados e depois pelos pecados do povo; pois Êle o fez uma única vez, quando Se ofereceu a Si próprio” (Hebreus 7:27).

Isaías preparou o povo de Israel, muito antes do acontecimento, para o grande sacrifício do Messias como sumo Cordeiro de Deus:

“Mas Êle foi ferido pelas nossas transgressôes, Êle foi moído pelas nossas iniquidades: O castigo que nos traz a paz estava sôbre Êle; e com as Suas chagas somos curados… Êle foi oprimido, e Êle foi afligido, e no entanto não abriu a bôca. Êle foi (levado) como um cordeiro, para o matadouro” (Isaías 53:5-7).

Leitor, reconheces devidamente a expiação de pecados que o Cordeiro fez, através do derramamento do Seu sangue e da oferta da Sua vida na cruz? Aceitáste êsse sacrifício com fé, e foi a tua vida totalmente mudada? Pensa bem no profundo significado que êste sacrifício devia ter para ti.

Ao instituir-se a Santa Comunhão, os símbolos do pão e do vinho significavam solene lembrança do corpo quebrado e do sangue vertido pelo Cordeiro (Lucas 22:19-20). A pergunta que se pôe é se nós hoje reconhecemos profundamente o Senhor Jesus, no que se refere ao grande sacrifício que Êle fez por nós. Sem o reconhecimento do significado do Seu sangue, nenhum conceito de Cristo é completo:

“A Quem Deus enviou, para ser a propiciação, através da fé no Seu sangue… para que Êle fôsse justo e o justificador de todo aquele que acredita em Jesus” (Romanos 3: 25-26).

A nossa salvação e renascimento, baseiam-se no sangue:

·      Nós somos justificados pelo Seu sangue, e salvos da ira através d’Êle (Romanos 5:9).

·      N’Êle temos redenção através do Seu sangue, o perdão dos pecados, de acôrdo com a riqueza da Sua graça (Efésios 1:7).

·      Nós somos redimidos com o precioso sangue de Cristo, como de cordeiro sem defeito ou mancha (1 Pedro 1:18-19).

·      Jesus Cristo lavou-nos dos nossos pecados no Seu próprio sangue (Apocalipse 1:5).

·      Nós estamos incluidos num Novo Testamento, pelo sangue de Cristo (1 Coríntios 11:25).

A nossa lavagem contínua, é tambem baseada no sangue:

·      Se caminharmos na luz, como Êle está na luz, temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus Cristo lava-nos de todo o pecado (1 João 1:7).

·      O sangue de Cristo purga as nossas consciências de obras mortas, para servirmos o Deus vivo (Hebreus 9:14).

·      Quando Jesus se deu a Si próprio, como sacrifício pelos pecados, Êle aperfeiçoou para sempre aqueles que são santificados (Hebreus 10:12-14).

·      Um bocadinho de fermento fermenta toda a massa. Purgai-vos portanto do velho fermento, para que sejais uma nova massa, e não estejais fermentados. Porque Cristo, o nosso Cordeiro da Páscoa, sacrificou-se por nós (1 Coríntios 5:6-7).

O sangue é tambem uma arma poderosa, na batalha espiritual contra o inimigo das nossa almas:

·      Os mártires da grande tribulação, vencerão Satanás e o Anticristo com o sangue do Cordeiro, com a palavra do seu testemunho e por não amarem as suas vidas até à morte (Apocalipse 12:11). Tambem para nós, há poder no Sangue do Cordeiro.

É evidente que a posição do Senhor Jesus como Cordeiro de Deus, que deu a vida por um mundo a morrer, constitui a base de todos os seus ofícios. Com o facto de ter pago o restage pelos nossos pecados, Êle confirmou as promessas do Seu ministério profético de salvar e guiar o seu povo, e de finalmente reinar tambem com êle. Essa posição torna-lh’E possivel servir como Sumo Sacerdote, Mediador entre Deus e o homem, Pastor, Cabeça da Sua igreja redimida, e Rei sôbre a Sua herança. Âssim, Êle pode ser tambem o Juiz dos Seus próprios servos, por si nomeados, e no dia do julgamento Êle julgará todas as pessoas que rejeitarem o Seu trabalho expiatório na cruz.

No livro do Apocalipse, é o Cordeiro que é mencionado 26 vezes como Aquele que vai julgar o mundo na grande tribulação, por o mundo estar em rebelião contra Si. Os reis e seus súbditos fugirão para as montanhas, escondendo-se nas cavernas, e dirão às montanhas e às rochas: “Caí sôbre nós, e escondei-nos da face d’Aquele que está no trôno e da ira do Cordeiro: Porque o grande dia da Sua ira é chegado e quem poderá enfrentá-l’O?” (Apocalipse 6:16-17).

Por outro lado, haverá aqueles que foram fiéis ao Cordeiro, e que exclamarão com gratidão:

“Tu és digno de pegar no livro e de abrir os seus sêlos; pois Tu fôste morto e redimiste-nos para com Deus pelo teu sangue, de entre todas as famílias, línguas, povos e nações; e fizéste-nos reis e sacerdotes para o nosso Deus, e reinaremos na terra” (Apocalipse 5:9-10).

Muitas pessoas colocam a sua fé num evangelho popular, que não se baseia no sangue redentor do Cordeiro. Possuem vários substitutos ou falsas fundações, como uma teologia do contrato baseada na regeneração batismal (salvação pelo batismo), moralização (viver uma vida boa) ou uma santidade pelas obras (obter a salvação por boas obras). Devemos abster-nos de toda e qualquer forma de auto-santidade, e sim honrarmos o Cordeiro pela obra sem preço que Êle levou a cabo na cruz para o perdão dos nossos pecados e pelo poder de contínua lavagem e santificação de Seu sangue.

2. Profeta

Um profeta é aquele que anuncia ou proclama a palavra de Deus às pessoas, um prègador. Jesus Cristo teve um forte ministério profético. Entre os Seus mais conhecidos sermôes contam-se o sermão na montanha, as parábolas, e o Seu discurso profético. Muitas das grandes verdades sôbre o plano de Deus para a salvação, foram proclamadas durante os Seus milagres, às refeições, em sessões de instrução aos Seus discípulos e em resposta a perguntas que lh’E eram dirigidas. Êle revelava verdades até então desconhecidas:

“Abrirei a Minha bôca em parábolas; proferirei coisas que se mantiveram escondidas desde a fundação do mundo” (Mateus 13:35).

Uma regra do Velho Testamento para os profetas, era que êles tinham de ser mensageiros de confiança, que deviam falar ao povo apenas as palavras de Deus. Nada devia ser alterado, acrescentado ou retirado da mensagem, de forma a que não se tornasse distorcida ou incompleta. Esta é a razão porque as profecias bíblicas são 100% as precisas e verdadeiras palavras de Deus. Os falsos profetas eram apedrejados e as suas profecias rejeitadas:

“…Mas o profeta que prezumir falar uma palavra em Meu nome que Eu não lhe ordenei que falasse, ou que fale em nome de outros deuses, êsse mesmo profeta morrerá” (Deuteronómio 18:20).

Na Sua capacidade de Profeta, Jesus apenas proferiu palavras que lh’E eram dadas pelo Pai:

“Porque Eu não falei por Mim próprio; mas o Pai, que Me enviou, Êle deu-Me uma ordem, o que Eu devia dizer e o que Eu devia falar. E Eu sei que o Seu comando é vida eterna: Portanto, o que quer que Eu fale, Eu falo mesmo como o Pai me disse” (João 12:49-50; veja também 17:8).

3. Sumo Sacerdote e Mediador

No Velho Testamento, o Sumo Sacerdote era o mediador que mediava entre o povo e Deus. Uma vez por ano, no Dia da Reconciliação, êle entrava no Santo dos Santos para fazer expiação pelos pecados da nação. Nenhum outro sacerdote tinha autorização para entrar naquela área, onde se encontrava a Arca do Contrato.

Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote e Mediador do Novo Testamento (Hebreus 8:1-6 e 9:15). Para ocupar esta posição, Êle tinha de se identificar com a humanidade, tornando-se Êle próprio homem, preparando-Se para ser tentado, de maneira a poder ter compaixão pelos tentados:

“Portanto, cumpria-lh’E ser feito em todas as coisas como os seus irmãos, para que pudesse ser um Sumo Sacerdote compassivo e fiel nas coisas concernentes a Deus, de forma a operar a reconciliação para os pecados do povo. Pois, uma vez que Êle Próprio sofreu ao ser tentado, Êle é capaz de socorrer os tentados.” (Hebreus 2:17-18; veja tambem Hebreus 4:15-16).

Jesus não ocupou um sacerdócio Levítico, visto que os levitas eram homens mortais que sucediam uns aos outros. Êles eram tambem homens pecadores, que tinham de oferecer primeiro sacrifícios pelos seus pròprios pecados, e depois pelos pecados da nação. Jesus tem um sacerdócio perfeito e eterno:

“(Pois aqueles sacerdotes eram feitos sacerdotes sem juramento; mas Êste, com um juramento por Aquele que lh’E disse: ‘O Senhor jurou e não se arrapenderá: Tu és um sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquizedeque’). Por tão grande promessa foi Jesus feito garantia de um melhor testamento. Os outros na verdade, eram muitos sacerdotes, pois não lhes era permitido continuar no sacerdócio porque morriam; mas Êste Homem, porque continua para sempre, tem um sacerdócio perpétuo. Portanto Êle pode tambem salvar completamente, aqueles que vêm até Deus por Seu intermédio, visto que vive para sempre para interceder por êles. Pois convinha-nos tal Sumo Sacerdote, o qual é santo, inofensivo, imaculado, separado dos pecadores e mais elevado que os céus; que não necessita, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer diàriamente sacrifícios, primeiro pelos seus próprios pecados e depois pelos pecados do povo: pois isso Êle fez uma única vez, quando Se ofereceu a Si Mesmo. Porque a lei faz sumos sacerdotes de homens, que são enfêrmos; mas a Palavra do juramento, que veio depois da lei, faz o Filho, que é consagrado para todo o sempre” (Hebreus 7:21-28).

Conheceis êste Mediador, Advogado e Sumo Sacerdote, que pode compreender as nossa enfermidades, tendo já propiciado pelos nossos pecados, e que vive apenas para interceder por nós? Compreendeis a responsabilidade que tendes de seguir os Seus passos, de viver uma vida santa e consagrada a Deus e de interceder pelos outros junto do trono da graça? Compreendeis que podeis entrar no Santo Tabernáculo pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Êle abriu para nós pelo Seu sangue, através do véu, até ao assento da graça? (Hebreus 10:19-22). Visitais êsse lugar com regularidade?

“Nós somos um sacerdócio real, chamados a proclamar os louvores d’Aquêle que nos chamou da escuridão para a Sua luz maravilhosa!” (1 Pedro 1:9). Um sacerdote tem de falar ao povo, por Deus, (prègar) e tambem interceder junto do trono da graça pelo povo (orar). Tem de viver uma vida santa e ter muito cuidado para não pecar e ofender e afastar o Espírito Santo da sua vida. Se tiver pecado, sabe onde encontrar graça, devendo procurá-la imediatamente:

“Se uma pessoa pecar, ela tem um advogado junto do Pai, Jesus Cristo, o Recto, e Êle é o expiador dos nossos pecados” (1 João 2:1-2).

4. Pastor

Como Pastor do Seu rebanho, Cristo está totalmente dedicado ao seu bem-estar, visto tê-lo redimido por elevadíssimo preco:

“Eu sou o bom pastor: e o bom pastor dá a Sua vida pelas ovelhas” (João 10:11).

Devemos compreender que, se Êle sacrificou a Sua vida pelas ovelhas, Êle providenciará tambem e satisfará todas as suas necessidades. E isso inclui a proteção contra o seu arqui-inimigo, o diabo, que é um ladrão e um assassino:

“O ladrão não vem senão para roubar e matar e para destruir: Eu, vim para que êles possam ter vida, e para que a possam ter mais abundante” (João 10:10).

O pastor guia as suas ovelhas mostrando-lhes o caminho e elas seguem-o (João 10:4). É no seu próprio interesse que sigam o Pastor, que obedeçam à Sua voz e se mantenham perto d’Êle. Se seguirem o seu próprio caminho, e se perderem, o diabo atacá-los-á, e os desgarrará (João 10:12). Desta posição de rebeldia, há apenas um caminho a tomar, que é o caminho de volta ao Pastor, que é capaz de restaurar completamente as ovelhas feridas e perdidas:

“Pois vós éreis como ovelhas desgarradas: mas regressásteis agora ao Pastor (e guarda) das vossas almas” (1 Pedro 2:25).

O Pastor mantem-se fiel e cumprirá sempre as suas obrigações para com o rebanho:

“O Senhor é meu Pastor. De nada terei falta. Êle faz-me deitar sôbre pastagens verdes, leva-me à beira de águas tranquilas, Êle restaura a minha alma: Êle guia-me no caminho da retidão para bem do Seu nome. Sim, embóra eu caminhe pelo vale da sombra da morte, não temerei nenhum mal: Pois tu estás comigo…” (Salmo 23:1-4).

Devemos lembrar-nos, que vivemos num mundo máu, que está sob a influência do diabo (1 João 5:19). Muitas vezes, tentações, ataques do inimigo e perigos mortais vêm ao nosso encontro. O Senhor sabe quais as tentações necessárias para experimentar a nossa fé, e permite que isso aconteça. Durante tais tentações devemos render-nos sempre de novo ao “grande Pastor das ovelhas” (Hebreus 13:20).

Não devemos permitir que qualquer azedume penetre nos nossos corações, quando as coisas não correm de acôrdo com os nossos planos. Os caminhos do Senhor são mais elevados que os nossos. Podemos ter a certeza de que Êle fará com que todas as coisas, incluindo as nossas aflições e frustrações, operem juntas para o bem, para aqueles que confiam em Si e fielmente lh’E dedicam as suas vidas (Romanos 8:28).

O Pastor também nos guia nomeando certas pessoas idóneas, para o desempenho de certas funções no cuidado do Seu rebanho:

“E Êle fez alguns apóstolos, outros profetas, outros evangelistas e outros pastores e professores, para o aperfeiçoamento dos santos” (Efésios 4:11-12).

O pastor, em colaboração com o conselho da igreja, é o pastor da congregação. Êle não só ensina a Palavra de Deus, mas tambem tem deveres pastorais para encorajar e motivar os seus membros, guiá-los em todas as decisões importantes, aconselhar os que se encontram em situações difíceis, orar pelos doentes, admoestar os passivos, os teimosos e os desviados e avisá-los contra perigos espirituais:

“Alimentai o rebanho de Deus que está entre vós, olhando por êles, não por constrangimento, mas de boa vontade; não por lucro aviltante, mas de mente pronta; não como senhores, sôbre a Herança de Deus mas sendo exemplos para o rebanho. E quando o Grande Pastor aparecer, recebereis uma corôa de glória que não se desvanece” (1 Pedro 5:2, 4).

5. Cabeça da Igreja

A posição de Jesus como  cabeça da Igreja, foi um mistério que apenas foi revelado depois do estabelecimento da Igreja. O liame entre Êle e a Igreja assemelha-se a uma relação matrimonial:

“Porque o marido é a cabeça da mulher, mesmo como Cristo é a cabeça da Igreja: E Êle é o salvador do corpo… Isto é um grande mistério: Mas eu refiro-me a Cristo e à Igreja” (Efésios 5:23, 32).

Em Efésios 5:25-27, afirma-se claramente que Cristo ofereceu-Se a Si Próprio, para santifcar e limpar a Igreja, para que ela fôsse sã e sem mácula. Êle é a nossa cabeça e o nosso Noivo, e nós devemos caminhar em santidade, com o nosso vestuário sem mácula ou ruga. Devemos ser dignos de aprovação no dia em que aparecermos perante Êle. E Êle é o único que nos pode fazer dignos, embóra seja necessário darmos—lh’E a nossa boa vontade e total cooperação.

O conceito de santidade significa tambem, ser escolhidos para o serviço do Senhor. Nêste contexto, somos vistos como membros do Corpo de Cristo. Todos nós desempenhamos funções diferentes, mas complementares na realização da missâo e trabalho da Igreja de Cristo na terra:

“Pois, da mesma maneira que nós temos muitos membros num corpo, e nenhum dos membros desempenha as mesmas funções dos outros, assim também nós, embóra sejamos muitos, somos um corpo em Cristo, e todos membros uns dos outros” (Romanos 12:4-5. Para uma explicação das funções dos membros, veja por favor Romanos 12:6-8 e 1 Coríntios 12:12-31).

Levai a cabo o vosso trabalho e vocação, apenas no poder e sob a orientação do Espírito Santo. “Pois somos todos batizados num mesmo corpo por um único Espírito” (1 Coríntios 12:13). Devemos também compreender, que a autoridade, no nosso chamamento espiritual, reside em Cristo, que é a Cabeça. N’Êle estamos numa posição de vitória:

“O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, ressuscitou-O dos mortos e sentou-O à Sua própria mão direita, nos lugares celestiais,  acima de todo o principado e fôrça e poder e domíno e de todo o nome nomeado, não só neste mundo mas tambem naquele que está para vir: e colocou todas as coisas sob Seus pés e dedicou-O como Cabeça sôbre todas as coisas da Igreja, que é o Seu corpo, a totalidade d’Êle, que preenche tudo em todos” (Efésios 1: 17-23).

6. Rei

Porque o Senhor Jesus tem todo o poder no céu e na terra, tambem ocupa a posição de Rei. No âmbito da Sua vontade permissiva, no sistema presente, as nações podem rebelar-se contra a Sua autoridade, o que certamente fazem. Deus permite estas acções, porque deu ao homem livre arbítrio para escolher entre o bem e o mal. Na prática, a escolha errada predomina, devido a que a maior parte das pessoas prefere a escuridão à luz, porque as suas obras são más (João 3:19). O deus dêste mundo, o (diabo), cegou as suas mentes (2 Coríntios 4:4) e enganou-as levando-as a seguir o caminho da escuridão. Consequentemente, “o mundo inteiro está envolto na maldade” (1 João 5:19).

Como Cristãos, nós estamos a viver num mundo máu, que nos odeia, oprime e rejeita, por causa da nossa fé (João 15:18-19; 16:33; e Lucas 6:22-23 e 26). Nós somos estrangeiros e peregrinos, num mundo que rejeita a Deus (Hebreus 11:13; 1 Pedro 2:11) e somos chamados a brilhar como luzes, no meio de uma geração perversa e má.

Somos súbditos de um reino que não é dêste mundo. O Senhor Jesus é o nosso Rei, e por isso temos a Sua paz nos nossos corações. Mas cá na terra, as nossas vidas são marcadas por conflito, contra as fôrças contrárias e hostis da escuridão (Mateus 10:34). Satanás e o seu reino estão a alvejar activamente os Cristãos, esforçando-se por causar dano ao Reino dos Céus.

No entanto, a situação mudará dramàticamente, quando Jesus vier revelar o Seu reino na terra e governar como Rei:

“E o sétimo anjo soou: E ouviram-se grandes vozes no Céu, dizendo: Os reinos dêste mundo tornaram-se os reinos do Nosso Senhor e do Seu Cristo; e Êle reinará para todo o sempre” (Apocalipse 11:15).

Do ponto de vista da Sua posição como Rei, a quando da segunda vinda de Cristo, vão registar-se três acontecimentos muito importantes:

Destruição dos inimigos de Deus durante a batalha de Armagedon

“E Eu vi o Céu abrir-se e olhai, um cavalo branco; Aquele que o montava chamava-se Fiel e Verdadeiro e em justiça julga e faz guerra. Os Seus olhos eram como uma chama e na Sua cabeça havia muitas corôas… e da Sua bôca saía uma espada afiada, para com ela castigar as nações: E Êle reinará sôbre elas com um varão de ferro… e nas Suas vestes e côxas Êle tem um nome escrito, REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES… E Eu vi a besta (Anticristo) e os reis da terra e os seus exercitos, reunidos para fazer guerra Àquele que montava o cavalo e ao Seu exército. E a besta foi (aprisionada) e com ela o falso profeta que (fazia) milagres à sua frente, com os quais enganava os que tinham recebido a marca da besta e os que adoravam a sua imagem. Ambos êstes foram lançados vivos para um lago de fôgo, a arder com enxôfre. E os outros foram mortos com a espada d’Aquele que montava o cavalo, espada essa que saía da Sua bôca” (Apocalipse 19:11-21).

A restauração do trono de David em Jerusalem

“Depois disto, Eu voltarei e construirei de novo o tabernáculo de David, que está caido; e Eu re-edificarei as suas ruinas, e levantá-lo-ei, para que o resto dos (homens) possa procurar o Senhor, junto com todos os Gentios, sôbre quem o Meu nome é invocado – disse o Senhor” (Actos 15:16-17).

Estabelecimento do reino milenário na terra

“Mas nos últimos dias acontecerá, que a montanha da casa do Senhor será estabelecida no tôpo das montanhas, e será exaltada acima dos montes; e o povo acorrerá a ela. E muitas nações virão e dirão: Vinde e subamos à montanha do Senhor e à casa do Deus de Jacob; e Êle nos ensinará os seus caminhos e nós caminharemos nas suas veredas: Porque a lei partirá de Sião e a palavra do Senhor, de Jerusalem. E Êle julgará entre muito povo, e reprovará fortes e distantes nações e elas transformarão as suas espadas em charruas e as suas lanças em ganchos de póda: Nação não levantará mais a espada contra outra nação e nunca mais aprenderão guerra” (Miquéas 4:1-3).

“E Eu vi um anjo… e êle agarrou no dragão, aquela velha serpente que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos, e lançou-o no abismo sem fundo e fechou-o lá, e colocou um sêlo sôbre êle, para que não mais enganasse as nações até se passarem os mil anos… Bendito e santo é aquele que toma parte na primeira ressurreição: A segunda morte não tem poder sôbre êsses e êles serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Êle por mil anos” (Apokalipse 20:1-3, 6).

Para sermos julgados dignos de reinar com Jesus Cristo durante o milénio, temos que o aceitar e servir agora, como Cordeiro de Deus. Temos de mostrar ao mundo, que servimos um Rei que na verdade pode mudar as vidas dos que se lh’E dirigem para serem salvos.

A nossa cidadania é no Céu, de onde esperamos a próxima vinda de Jesus Cristo como Rei dos Reis. Êle destruirá o poder das principalidades e regentes da escuridão do mundo presente, e estabelecerá o Seu reino milenário sôbre a terra. O sol da retidão nascerá sôbre um mundo cheio de problemas e desfará completamente todos os vestígios de escuridão e iniquidade.

7. Juiz

A posição do Senhor Jesus como Juiz, está relacionada em primeiro lugar com a Sua Igreja. Embóra Cristo venha a julgar as nações e todos os pecadores perdidos, de todos os tempos, o Seu julgamento começará entre os crentes:

“Porque a hora é chegada, em que o julgamento deve começar na casa de Deus: E, se começa primeiro entre nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao Evangelho de Deus?” (1 Pedro 4:17).

Os Cristãos não serão julgados no mesmo sentido em que os pecadores serão julgados, ao comparecerem perante o grande trono branco, no dia do julgamento final. Os crentes comparecerão apenas perante o tribunal do julgamento de Cristo, (o bema), onde as suas obras serão julgadas e recompensas dadas aos fiéis, que serviram o Senhor através do poder do Espírito Santo:

“Porque todos nós devemos comparacer perante o Tribunal do Julgamento de Cristo, de forma a recebermos as coisas feitas no corpo, de acôrdo com o que cada um fez, tanto bem como mal” (2 Coríntios 5:10). “Assim, portanto, cada um de nós tem de dar conta de si próprio perante Deus” (Romanos 14:12).

Um cristão não é salvo pelas suas obras, mas por graça através da fé (Efésios 2:8). Mas, depois de salvos, o Senhor necessita de nós e usa-nos na extensão do Seu reino sôbre a terra. Êle não só nos chama,  como tambem nos comanda que façamos êste trabalho de dedicação, dando-nos tambem o poder do Espírito Santo para sermos Suas testemunhas (Actos 1:8).

É dêste aspecto das nossas vidas, que temos de dar contas. Aqueles sem obras apropriadas (o fruto do Espírito Santo), vão aparecer perante o Senhor de mãos vasias, salvos como pelo fôgo (1 Coríntios 3:15). Êles esconderam os seus talentos e não os usaram e as suas desculpas não serão agora aceites pelo Juiz. Se não tiveram a coragem de trabalhar para o Senhor, deviam ter ajudado financeiramente e de outras maneiras, aqueles que estavam prontos a levar o Evangelho da Salvação a um mundo morto (Lucas 19:23).

As seguintes corõas são prometidas aos crentes fiéis:

·      A corõa incorruptível, por uma vida santa (1 Coríntios 9:25-27).

·      A corõa de júbilo, para os ganhadores de almas (1 Tessalonicences 2:19).

·      A corõa da glória, para os pastores fiéis (1 Pedro 5:2-4).

·      A corõa da vida, para os cristãos mártires (Apocalipse 2:10).

·      A corõa da justiça, para os que amaram a vinda de Cristo (2 Timóteo 4:8).

Nós temos os seguintes claros mandamentos, dados por Jesus Cristo à sua Igreja:

“Conforme Meu Pai me enviou, assim mesmo Eu vos envio” (João 20:21).

“Vós recebereis poder, depois de o Espírito Santo descer sôbre vós: E sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalem como em toda a Judeia e em Samaria e até às mais longínquas partes da terra” (Actos 1:8).

“…sêde cheios com o Espírito” (Efésios 5:18).

“Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17).

“Prègai a Palavra. Estai aptos em tempo e fóra de tempo” (2 Timóteo 4:2).

“Vós sois o sal da terra… (e) a luz do mundo… que a vossa luz brilhe de tal maneira perante os homens, que êles vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está no Céu” (Mateus 5:13-16).

“Olhai e orai que não entreis em tentação: O espírito quere obedecer, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41).

Uma vida cristâ vivida de acôrdo com êstes princípios, trará maravilhoso benefício à nossa comparência perante o Tribunal do Julgamento de Cristo. “Abençoado é o servo, que o Senhor encontrar a proceder assim, à Sua vinda” (Mateus 24:46).

Há tambem outras alturas em que Cristo será juiz. Depois do Seu segundo advento. Êle julgará as nações:

“Quando o Filho do homem vier na Sua glória, todos os santos anjos consigo, então sentar-se-á no trono da Sua glória: E todas as nações comparecerão perante Si; e Êle separará umas das outras, como um pastor separa as ovelhas das cabras” (Mateus 25:31-32).

Depois do milénio, o Senhor Jesus julgará todos os pecadores não salvos:

“Porque o Pai não julga qualquer homem, mas entregou todo o julgamento ao Filho: Para que todos os homens honrem o Filho da mesma maneira que honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, tambem não honra o Pai que O enviou” (João 5:22-23).

Nenhum ser humano poderá deixar de vergar o joelho perante Jesus: Êle é ou o salvador da sua alma ou o juiz.