4. Será que um Deus amante envia o pecador para o Inferno?

Os infiéis gostam de dizer, que êles mesmos, pessoas fracas, pecadoras, não enviariam os seus filhos para um local como o Inferno e que, se Deus ama os seus filhos, não os condenaria a ir para o Inferno. A minha resposta a essa afirmação, é que os nâo-salvos, não são filhos de Deus. Nenhuma pessoa é considerada filha de Deus, enquanto não nascer de novo. Os pecadores nâo-salvos, são os filhos da ira. Jesus disse aos fariseus: “Vós sois do vosso pai o diabo,” (João 8:44). Os filhos de Deus nunca vão para o Inferno, mas os filhos do diabo vão.

Como é loucura acusar Deus de fazer o mal porque pessoas vão para o Inferno! O Inferno, é o resultado dos pecados dos homens. As pessoas vão para o Inferno porque devem ir, não porque Deus os odeia.

O salário do pecado é a morte

Pecado é um assunto odioso para aqueles que não gostam dos ensinamentos da Bíblia sôbre o Inferno, mas o pecado é a razão de ser do Inferno. O salário do pecado é a morte. Quando Deus disse a Adão, no jardim do Eden, “No dia em que comeres dela certamente morrerás”, referia-se não primariamente à morte física, mas à morte da alma. Quando Adão pecou, começou a morrer fisicamente, mas morreu imediatamente em espírito. Tornou-se numa alma perdida. Se não fôsse a graça de Deus, teria ido para o Inferno. A segunda morte, como a primeira morte, são causadas pelo pecado. A menos que Deus mude todas a suas leis, quando formos para o outro mundo terá de haver um lugar para castigar o pecado.

Qualquer pessoa que não acredite no Inferno, não é inteligente. Não enfrenta os factos. Não examina a evidência que Deus coloca a toda a sua volta. Tu leitor, que dizes que “não podes acreditar que um Deus amante mande pessoas para, o Inferno,” deixa-me fazer-te umas perguntas:

·      Acreditas que um Deus amante permita que o pecado envie ao hospital uma pessoa com o corpo doente?

·      Acreditas que um Deus amante permita que o pecado leve um homem para a cadeia, retirando-lhe a liberdade por meses, anos ou mesmo toda a vida?

·      Acreditas que Deus permita que pecadores vão para a cadeira eléctrica para castigo de assassínio? Quer queiras quer não, não permite Deus isso?

·      Não deixa Deus o pecado desfazer lares, trazer doença, morte e miséria?

·      Não permite Deus que o pecado leve à guerra as nações que esquecem Deus, com todos os seus horrores e morte para milhôes? Então, se o mesmo Deus tudo controla, do outro lado do ténue véu a que chamamos morte podes ter a certeza, leitor, que no outro mundo, o pecador nâo-salvo colherá aquilo que semeou, e o seu honesto salário. E todo o vilão, rejeitador de Cristo e merecedor do Inferno irá parar ao lugar de tormento, reservado para aqueles que se não arrependem, não confiam em Cristo e não querem ser salvos.

A pessoa que não acredita no Inferno é um louco consciente, que não quere acreditar naquilo que os seus próprios olhos vêem.

“O salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23).

“Tem a certeza, que o teu pecado te encontrará” (Números 32:23)

“Não te iludas: Não se troça de Deus. O que quer que um homem semeie, isso mesmo êle colherá” (Galatas 6:7).

Quando a gente olha para a ruína causada pelo pecado do homem, diz-me leitor por favor, é Deus que tem a culpa? Neste mundo, os problemas, as tragédias, as dores, a mágua, a ruína, a morte, são os frutos do pecado. Podemos ter a certeza, de que no outro mundo, as leis de Deus sôbre o pecado não foram alteradas. As pessoas vão para o Inferno porque são pecadoras. Os tormentos do Inferno são o fruto do seu pecado. As pessoas vão para o Inferno, porque têm de ir, porque está certo. O Inferno é o lugar dos pecadores.

O castigo, no Inferno, difere ‘de harmonia com as obras’

Umas pessoas são mais más que outras, e assim, merecem maior castigo. Algumas pessoas tiveram maiores oportunidades que outras e não as aproveitaram. Devem ser portanto mais estritamente responsabilizadas. A Bíblia afirma que assim será. O Inferno é mais quente para uns que para outros.

Em Apocalipse 20:12, afirma-se que os mortos nâo-salvos serão julgados de acordo com as suas obras: “E os mortos foram julgados de acordo o com as coisas que estavam escritas nos livros conforme as suas obras.” O julgamento será à base do que as pessoas merecerem. As pessoas vão para o Inferno porque merecem ir: Algumas têm um Inferno pior, porque merecem um Inferno pior. Serão julgadas cuidadosamente, de harmonia com as obras registadas no cadastro de Deus e castigadas em conformidade.

Êste ensinamento, de que o Inferno será mais tolerável para uns que para outros, encontra-se também noutros lugares da Bíblia. Jesus afirmou que Sodoma, Tiro e Sidon, teriam castigo mais tolerável no julgamento do que Corazin, Betsaida e Cafarnaum, ou outras cidades que rejeitaram o evangelho depois de muito lhes ter sido prègado. (Lucas 10:10-15).

Quanto maior fôr o ensino que lhe fôr ministrado e maiores as oportunidades de o ouvir, tanto maior será o castigo do pecador se os rejeitar.

“E aquele servo que conhecia a vontade do seu senhor, e não se preparou, nem obedeceu à sua vontade, será castigado com muitas vergastadas. Mas aquele que não conhecia, e fez coisas merecedoras de vergastadas, será castigado com poucas vergastadas. Pois àquele a quem muito é dado, muito será exigido; e àquele a quem os homens muito confiaram, dêsse êles exigirão ainda mais” (Lucas 12:47-48).

O Inferno vai certamente ser mais quente para uns que para outros. Deus sempre faz o que está certo. Podemos ter a certeza, que uma pessoa que rejeita a Cristo durante 50 anos e, com perfeito conhecimento do que está a fazer, continua a resistir a Deus, terá maior castigo que uma pessoa mais jovem.

Podemos ter a certeza de que, uma pessoa que é criada neste país iluminado e ouve o evangelho toda a sua vida, e depois morre sem Cristo, achará o Inferno mais terrível que um ateu, que apenas teve o conhecimento da lei escrito no seu coração, ou seja, a sua consciência, e à sua volta a evidência da natureza, de que existe um Deus. O Inferno é o resultado dos pecados do homem. Mais pecado, torna o Inferno mais terrível para o pecador.

O pecado continua, no Inferno

O tormento do Inferno parece ser tão terrível! Deverá uma vida curta de pecado, aqui na terra, merecer uma eternidade de tormento? Será Deus justo, ao manter uma pessoa eternamente no Inferno pelos pecados desta vida? É uma pergunta inteligente e tem uma resposta inteligente. A razão porque os pecadores devem ficar no Inferno, é que continuam a ser pecadores. O Inferno não é apenas um lugar de castigo para o pecado, mas sim também, um lugar onde o pecado continua.

Quando o homem rico, no Inferno, elevou os seus olhos, estando em tormento, êle era aínda o mesmo pecador, de carácter e coração inalterados. Êle não pronunciou uma só palavra de arrependimento pelo seu pecado. Pediu compaixão a Abraâo, mas não pediu compaixão a Deus. Como judeu perdido, venerou a memória de Abraâo, fundador da raça hebraica, mas não amou a Deus. Ele pediu água para matar a sede, mas não pediu o perdão dos seus pecados. Ele sabia que se encontrava no Inferno, porque não se arrependeu, no entanto, estando no Inferno, continuou a não se arrepender! Ele foi pecador na terra, e continuou a ser um no Inferno.

Há todas as razões para se acreditar, que no Inferno haverá uma entrega total à maldade, impossível de encontrar na terra. Na terra, há várias influências atenuantes, muitos santos e abençoados impulsos que nunca influenciarão uma pessoa no Inferno. Cá na terra, há gente cristâ por toda a parte, para travar o pecador, para o avisar. No Inferno, está-se eternamente na presença dos que odeiam a Deus. No Inferno, o pecador nunca ouvirá um sermão sôbre o evangelho. Nunca ali se ouvirá uma canção sagrada. A influência da respeitabilidade não existirá ali, e podemos ter a certeza de que as pessoas, no Inferno, dedicar-se-âo desenfreadamente ao pecado para sempre. Parece quase certo, que os corações tornar-se-âo ali ainda mais perversos. A coisa mais terrivel àcerca do Inferno, é que o Inferno é um lugar de pecado e de pecadores. Os próprios pecadores, continuam a fazer o Inferno o que êle já é.

Não há honra nem virtude no Inferno

Milhares de pessoas que neste mundo se chamam honestas vão para o Inferno. É de lembrar, que pagar pontualmente as contas de mercearia, não faz de ninguém um cristão. Jesus afirmou: “Não vos admireis que eu vos tenha dito ‘tendes de nascer de novo’” (João 3:7). Podemos ter a certeza de que nenhuma pessoa no Inferno continuaria honesta por muito tempo, na ausência de todos os motivos para ser honesto e virtuoso.

Milhares e milhares de mulheres virtuosas e esposas castas e possivelmente mães, estarão no Inferno. As virtudes humanas não são suficientes para salvar a alma, “porque não há diferença: Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.” Cristo é o único caminho para a salvação. Mas podemos acreditar que as mulheres virtuosas não continuarão virtuosas e castas no Inferno. O Inferno será entregue aos nâo-salvos e os espíritos prevalecentes ali, serão “os cães, os feiticeiros, os prostituidores, os assassinos, os idólatras, e todo aquele que ama e diz a mentira” (Apocalipse 22:15). No Inferno, onde a influência restritiva da respeitabilidade, do bom exemplo, do Espírito Santo, e do bom conselho já não existe, não haverá mais bondade, honestidade ou virtude.

Os pastores têm retratado mal o Inferno

Há pastores, entre os quais homens bons, que representam os pecadores no Inferno, como arrependidos, amando a Deus, e pedindo perdão, e pintam Deus a rir-se e a troçar do seu tormento. Isso não é o que a Bíblia ensina sôbre os que estão no Inferno e sôbre Deus. O homem rico, no Inferno mostrava-se triste, por estar a colher o que tinha semeado. Queria compaixão para o seu corpo, mas não procurava o perdão para os seus pecados. Por outro lado, Abraâo, falando por Deus nêste caso, não se riu do tormento deste homem, nem troçou dos seus gritos. Em vez disso, Abraâo disse com ternura e tristeza: “Filho, lembra-te...”

Quando o mal apanha o pecador, então a sua sabedoria, o seu próprio bom senso, riem-se da sua calamidade e troçam quando o medo lhes sôbrevem (Provérbios 1:20-27). Podemos ter a certeza de que isto é verdade quanto aos que estâo no Inferno. Mas Deus nâo se regozija com o seu tormento, e a razão pela qual os pecadores são deixados no Inferno, é o facto de continuarem com a mesma rebelião, a mesma maldade, a mesma descrença que mostravam na terra, intensificados aínda pelo ambiente do Inferno, insensível à mais pequena influência divina.

Estais a ver porque é que os pecadores que rejeitarem Cristo deliberadamente, escolhem o mal, e depois quando se encontram no Inferno continuam no pecado? Compreendeis agora porque é que devem continuar a ser castigados? Os pecadores do Inferno, fazem o seu próprio Inferno. As pessoas vão para o Inferno porque o merecem. E permanecem ali pela mesma razão. O castigo no Inferno continua, porque o pecado também ali continua.

Os pecadores sentir-se-iam miseráveis no Céu

Suponhamos que os pecadores deviam ir para o Céu, ou podiam regressar à nova terra glorificada, onde Cristo e Deus Pai reinarão para sempre com os salvos. Ali, todos os milhões de anjos e todos os milhões de redimidos louvarão Cristo. Mas os pecadores perdidos desprezam Cristo, alguns deles crucificaram-no,e todos êles o rejeitaram. “Nós nâo queremos que êste homem reine sôbre nós” – disseram êles. No mundo celestial nâo haverá lugar para a luxuria, bebedeira ou cobiça e mentiras. E todos aqueles acima referidos foram para o Inferno precisamente porque adoravam essas coisas. Os pecadores sentir-se-iam miseráveis na presença de um Deus que não amavam, pois viveriam de acordo com leis que apenas os justos podiam apreciar. O Céu seria um inferno para o pecador.

Os pecadores perdidos arruinariam o Céu para os justos

De facto, os perdidos fariam do Céu um inferno para toda a gente. Os pecadores saidos do Inferno cobiçariam os pavimentos de ouro da Jerusalem Celestial, as pérolas dos seus portais e as pedras preciosas que constituem as fundações dos seus muros. Por causa da sua própria cobiça se pudessem, destruiriam o Paraiso de Deus. Os pecadores saidos do Inferno com os seus vis corações ainda inalterados, desejariam possuir os anjos, como fizeram os homens de Sodoma. É de lembrar, que os homens de Sodoma estão no Inferno, e que Sodoma ela própria foi destruida por causa daquele pecado. Semelhantes pecadores conspurcariam e manchariam o Céu, fariam da nova terra e do novo céu, uma terra e um céu iguais aos anteriores.

Se não houvesse Inferno...

Supunhamos que um belo dia eu acordo no Céu, e que todos os meus entes queridos se encontram lá. Ao preparar-me para gozar a minha maravilhosa mansão no Céu, a campainha da minha porta toca, e encontro-me frente a frente com o arcanjo Gabriel à minha espera. “João, pega na tua Bíblia; o Senhor quere enviar-te numa cruzada evangelistica.” – diz-me êle.

“Bem” – digo eu com hesitação – “Eu julgava que ia descançar agora, com a minha família. Julguei que a luta tinha terminado. Mas, Deus seja louvado: Jesus morreu por mim e portanto prègarei para Éle um milhão de anos se Éle me deixar.” E assim, pego na minha Bíblia e apronto-me para partir com o arcanjo Gabriel. Entretanto êle explica: “Bem, sabes, todos os pecadores estão cá em cima no Céu. Deus foi bom de mais para mandar quaisquer dêles para o Inferno e, desta maneira, todos estão aqui e necessitam desesperadamente que lhes preguem a Palavra.

Ao sair pela porta da frente com o arcanjo Gabriel, e com a Bíblia debaixo do braço, pronta para a minha campanha evangelistica, Gabriel vira-se para mim de repente e avisa-me com firmeza: “Nunca, nunca deixes a tua porta aberta! Lembra-te que todos os ladrões, todos os maltrapilhos, e bandidos que jamais viveram sôbre a terra, estão agora no Céu. Fecha a porta!”

Bastante admirado, voltei a tràs e fechei a porta, enquanto Gabriel continuava: “E isto faz-me lembrar, não tens nenhumas filhas bonitas?” “Oh! Devias ver as minhas seis filhas com os seus lindos e compridos cabelos!” “Olha, digo-te, nunca as deixes sair à noite sem companhia. Deves avisá-las que tenham muito cuidado consigo. Lembra-te que o Céu é agora um lugar de criminosos. Deus foi tão bom, que não quis mandar nenhum pecador para o Inferno, de modo que todos aqueles pérfidos sodomitas que tentaram violentar os anjos, andam agora pelas ruas celestiais e todos os homens luxuriosos que atraiçoaram e seduziram raparigas inocentes estão agora aqui. Tem pois muito cuidado com as tuas filhas.”

Chegado a êste ponto, os meus olhos humedecidos, sinto o maior desapontamento. Este não é o tipo de céu que esperava! Mas, corajosamente, com a minha Bíblia debaixo do braço, desci rua abaixo. E nesta altura somos interrompidos por um funeral; é que, se há pecadores no Céu, também deve haver morte. Encontramo-nos com policias a cada canto das ruas, pois, com todos os não regenerados que odeiam a Deus e não quizeram aceitar Cristo à solta ali, por certo o Céu estaria cheio de crime, se não fôsse propriamente policiado.

E, descendo a rua, demos de frente com uma grande prisão, porque é claro que, onde há pecadores devem existir prisões. Logo a seguir, ouço o grito de um vendedor de jornais: “Tudo sôbre a guerra! A guerra de Hitler no Céu! Cidades arrazadas e em chamas! Milhares sem abrigo! Milhões armados e milhões mortos” -- Oh, sim, sem dúvida! Se Deus fôsse demasiado bom para enviar os pecadores para o Inferno, então Hitler estaria no Céu e, com êle, haveria guerras, assassínios e miséria.

Deus do Céu! Seria isso possivel? Não. Graças a Deus aquele não é o quadro verdadeiro. Tenho pena que pecadores rejeitem a Cristo, e que tenham de ir para o Inferno. Mas dou graças a Deus com toda a minha alma, que um dia haverá um lugar onde todos os pecadores velhacos e rejeitadores de Cristo serão encerrados e um lugar onde todos os que amam a Deus terão finalmente paz, doce paz!

Se Deus não mandasse pecadores para o Inferno, então não poderia haver Céu verdadeiro para Deus, santos ou anjos. Mas, há um Inferno e, assim, deve haver um Céu, e a única maneira de o Céu ser o lugar da alegria e da paz, conforme nos foi prometido, é existir um Inferno, para os pecadores. O que é que Deus diz a respeito dêsse lar abençoado para os santos, na Eternidade? Nêsse lugar celestial, é nos dito, pelo amado João, em Apocalipse 21 que:

“Deus limpará as lágrimas dos seus olhos, e não haverá mais morte, nem tristeza, nem chôro, nem haverá mais dôr ali: Pois as coisas de outrora já passaram” (Apocalipse 21:4).

Isso só podia ser num mundo sem pecado. Isaías retrata da seguinte maneira essa bênção maravilhosa, que nunca seria possível se seres pecaminosos estivessem presentes ali, e fizessem como lhes aprouvesse:

“Então, os olhos dos cegos serão abertos, assim como os ouvidos dos surdos. Então saltará o coxo como um cabrito montês, e a língua do mudo cantará. Fontes de água nascerão na floresta e rios no deserto. E o terreno gretado será como um lago, e a terra sedenta como nascentes. Na casa do dragão, onde cada um descança, haverá erva com juncos e vimes. E haverá ali um caminho e uma auto-estrada, que será chamada a estrada da santidade. Os sujos não andarão nela; mas ela será para estes: os caminhantes, que, mesmo loucos, não errarão nela. Não haverá ali leões, nem qualquer animal feroz subirá para ela nem se encontrará nela. Mas os redimidos andarão nela. E os redimidos do Senhor regressarão e virão para Sião com canções, e alegria eterna será sôbre as suas cabeças. Eles obterão gôzo e alegria e os suspiros e a tristeza desaparecerão” (Isaías 35:5-10).

A bela perfeição de uma terra redimida, como consta de Apocalipse 21 e 22, não seria possível se se encontrassem ali pecadores! Uma terra amaldiçoada pelo pecado, tinha de produzir espinhos e cardos, estaria infestada de animais ferozes, e micróbios de decadência e de doença. Não deve haver pecadores na nova terra. Não deve haver ali qualquer pecador que possa contaminar a santidade da presença de Deus e roubar a alegria dos corações dos cristãos, na presença de Deus.

Compreendeis agora o motivo porque os pecadores têm de ir para um lugar diferente do Céu? No Céu, graças a Deus, estaremos livres do pecado. Se Deus esvasiasse o Inferno para dentro do Céu, não haveria mais Céu. Um mundo assim, como êste mundo, seria um vale de lágrimas. Seria um lugar de pecado, de sofrimento e de corações desfeitos. Gostarieis de um Céu que fôsse um lugar de mentira, decepção, inveja, luta, ódio, cobiça, bebedeira e luxúria? Portanto, um Deus bom, tem de manter os pecadores fòra do Céu.

É a providência de um Deus bom, que fará com que um dia, aqueles que odeiam a Deus e amam o pecado, que não desejam nascer de novo, que seguem a escuridão em vez da luz, rebeldes contra o Pai e odiantes do Seu Filho, que êsses sejam afastados, para não mais tentarem os filhos de Deus, e nunca mais lhes trazerem sofrimento e dôr. Mateus afirma:

“O Filho do homem enviará os seus anjos e êles tirarão do seu reino todas as coisas que ofendem e aqueles que praticam a iniquidade e lançá-los-á numa fornalha de fôgo. E haverá chôro e ranger de dentes. E então, os justos brilharão como o Sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça” (Mateus 13:41-43).

É a providência de um Deus bom e sábio, que faz com que aqueles que não querem entrar na paz e alegria eternas, possam ser separados para a casa de loucos que é o Inferno. Se não querem aceitar um Salvador que os livra do pecado, pelo menos Deus deve providenciar, no sentido de êles não fazerem um inferno de todo o universo, por meio do seu pecado.

O Inferno – uma casa de loucos

Uma vez, fui recebido por uma família numa casa rancheira no Texas ocidental. A hospitalidade foi daquele tipo cordial e de sincero calor, proverbiais entre rancheiros. No entanto, no caso deste homem cristão e sua esposa, notei uma certa reserva sóbria, que me sugeriu haver ali uma dôr secreta qualquer. O pastor local, ao perguntar-lhe sôbre isto, contou-me a história.

Tinham um filho, creio que o filho mais novo, agora já crescido, e amavam-no como a gente ama o filho mais novo. Ele era a sua alegria e orgulho. A meio de uma colheita de verão endoideceu. Com amor infindo, trataram dêle dia a dia, como um bébé. A sua pobre mente, desiquilibrada, concebeu um grande ódio à mãe. E imaginava que toda a família conspirava contra si para lhe tirar a vida. E os pais guardavam-no e cuidavam dêle. Depois de a mãe ter crescido muitos cabelos brancos, depois de uns curtos meses a cuidar dêle, o pobre jovem enlouquecido um dia pegou numa faca e tentou matá-la!

E foi o médico da família que lhes fez ver o seu inescapavel dever, dizendo-lhes: “Aqui não podeis fazer vosso filho feliz. Não lhe podeis devolver a razão. Nem sequer lhe podeis dar os cuidados necessários. Há só um lugar para êle: Uma cela acolchoada, onde seja vigiado por pessoal treinado, onde lhe seja dada toda a atenção necessária, até que a morte ponha têrmo ao seu sofrimento. Nâo há esperança alguma de que alguma vez venha a ficar melhor.” Voltando-se para o pai, o médico afirmou: “É melhor tratar disso agora, do que esperar e deixar que o rapaz mate a mãe.”

De corações desfeitos, os pais viram a sabedoria do conselho do médico, e seguiram-no. Tratou-se dos preparativos, e o sherife bondosamente, levou o jóvem para o hospital de doidos. O pai e a mãe não o amaram menos. Não o enviaram para o hospital de doidos porque o odiassem. Estavam inconsoláveis com sua perda. Simplesmente fizeram a única coisa que a insanidade sem esperança do filho, requeria que se fizesse. Foi a única maneira de tornar a casa segura e de ter uma certa paz.

Deus é como aquele pai. Não tem alternativa. Se quer fazer o que está certo, tem de providenciar no sentido de manter a segurança dos seus no Céu. Pecadores máus incuráveis, que rejeitaram todas as ofertas de compaixão, espezinharam o sangue de Cristo, troçaram do Espírito Santo e endurecem os seus corações, pecadores que não deixam que Deus corrija os seus corações, têm, de ser colocados no hospital de doidos do Inferno, criado pelo seu próprio pecado. Um Deus amoroso, deu o seu próprio Filho para salvar as pessoas do Inferno. E, assim, se as pessoas não querem ser salvas, têm de se perder. Os que não querem ir para o Céu, devem ir para o Inferno. Pecador, não culpes a Deus, se fores para o Inferno!