12. Israel

A nação de Israel é de grande significado para todo o mundo, porque foi a ela que Deus confiou a sua Palavra. (Romanos 3:1-2). De acôrdo com Romanos 11:11-15, Israel ,durante o seu estado de cegueira espiritual é uma bênção para as nações, e constituirá uma benção aínda maior para o mundo, depois da sua restauração espiritual. Pelo facto de Israel ser utilizado como exemplo para nos avisar contra  a desobediência a Deus, torna-se importante que lhe demos a maior atenção (1 Coríntios 10:1-12).

Chamamento, dispersão e restauração

Grande parte da Bíblia  diz respeito a Israel. Num sentido muito especial, Israel é o povo escolhido por Deus. Deus chamou-os para serem um povo santo e levou-os à Terra Prometida; depois dispersou-os entre as nações por causa da sua desobediência; e é o mesmo imutável Deus de Abraão, Izak e Jacó, que está a restaurar Israel na terra de seus pais no fim dos tempos.

Chamamento e estabelecimento na sua terra. O chamamento de Israel  começou com Abraão, que é o progenitor de Israel (Génesis 12:1-3; 13:14-15). A promessa da terra foi confirmada mais tarde a Izak e Jacó (Génesis 26:3; 28:13). Antes de herdarem a Terra Prometida,  os descendentes dos patriarcas fundadores passaram primeiro 400 anos como estrangeiros no Egipto, onde viveram como escravos (Génesis 15:13-14). Sob a direcção de Moisés e de Josué, conseguiram sair do Egipto para tomar posse da terra que o Senhor tinha prometido aos seus pais. E foi assim que ali se estabeleceram.

Dispersão. O Senhor impôs a Israel uma directiva espiritual clara, pelo previlégio de ser chamado o Seu povo. No caso do povo falhar contìnuamente na obediência a essa directiva, incorreria no desagrado  e mesmo na ira de Deus. E assim, nos longos períodos de desobediêncai nacional, Deus entregou Israel aos seus inimigos. Foi com experiências dêste género, que Israel aprendeu com grande custo, as consequências de se fastar de Deus. Depois de se ter baixado humildemente em frente ao Senhor, e de ter confessado os seus pecados, Êle levou o povo de novo à sua terra (Levítico 26; Deuter. 30). O cativeiro babilónico de Israel, que se limitou a uma área, òbviamente que não foi a Diáspora internacional para todas as nações. A Diáspora apenas ocorreu no século primeiro AD e foi finalmente anunciada por Jesus depois da Sua rejeição por Israel como Messias (Mateus 23:37-38; Lucas 21:20-24). O cêrco e destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 AD, é que foi o início da longa dispersão internacional de Israel, que durou quase dois mil anos. Houve uma altura durante a Diáspora, em que  havia judeus exilados em todos os países do mundo.

Restauração. Nunca, durante toda a existência de Israel como nação, se registou a mais leve dúvida quanto à validade das promessas incondicionais feitas por Deus aos pais fundadores da nação (Levítico 26:44-45).Mesmo que Israel seja infiel, Deus continua a ser o Deus fiel do contrato, que mais uma vez restaurará o povo na sua terra (Romanos 3:3-4). A restauração de Israel  da sua dispersão internacional, levou  ao estabelecimento do moderno estado judaico em Maio de 1948. O objectivo final do regresso físico de Israel à terra de seus pais é a sua restauração espiritual (Ezequiel 36:22-28). Para se realizar esta finalidade, terá de haver um  tempo de experimentação e purificação espiritual, a seguir ao regreso à sua terra. Haverá um período de grande aflição e tribulação, (Ezequiel 22:19-20; Jeremias 30:7;  Mateus 24:15-22). E apenas um resíduo da nação será salvo (Romanos 9:27), visto que a maioria do povo – como acontece com todas as nações – está espiritualmente endurecida e não-arrependida.

Jerusalém

Jerusalém  é a única cidade do mundo que foi escolhida por Deus para usar o Seu nome em si, para sempre (1 Reis 9:3; 11:36).  No tempo do velho testamento, o templo, como a casa do Senhor, foi construido em Jerusalém. No entanto, a maior revelação de Deus a Israel e toda a humanidade, foi a vinda ao mundo de Seu Filho Jesus (Isaías 9:6-7; 49:6). Foi em Jerusalém, essa cidade única de revelação divina,  que Jesus proclamou a mensagem da vida eterna. E também ensinou no templo. Mas a maioria dos habitantes da cidade rejeitou o Messias bem como os Seus ensinamentos e, ao agir dessa maneira, trouxe sôbre si grandes perigos. Durante a Sua entrada em Jerusalém, montado no burrinho, Jesus chorou pela cidade e seus habitantes cegos, que rejeitaram o seu Messias e Rei para sua própria ruina e detrimento (Lucas 19:41-44).

O Senhor Jesus foi crucificado no Golgota, fóra de Jerusalém, na pedreira de Salomão. Ali, Êle consumou a propiciação pelos nossos pecados, pagando a Deus o preço das transgreções de uma humanidade perdida. O Calvário ficará para sempre como a expressão do perdão e amor condescendente de Deus e como a única porta para a vida eterna. Não há qualquer outro nome dado a nós debaixo do céu, por meio do qual devamos ser salvos – apenas Jesus Cristo e Êle crucificado (Actos 4:12).

Jesus foi enterrado fóra das portas de Jerusalém, mas ressuscitou dos mortos três dias depois. Quarenta dias após a sua ressurreição, Jesus subiu ao céu no Monte das Oliveiras, depois de ter dado a Grande Comissão aos Seus discípulos. Êsse ministério começaria apenas depois de algo muito importante ter acontecido em Jerusalém, que foi o derramamento do Espírito Santo (Lucas 24:49; Actos 1:8). O dia dêsse acontecimento em Jerusalém, marcou a data do nascimento da Igreja de Cristo.

Muitas pessoas argumentam erradamente, que o propósito divino de Jerusalém, terminou quando os discípulos abandonaram a cidade para ir prègar o  evangelho ao resto do mundo. Que dirão da decisão de Deus, que o Seu nome residiria para sempre em Jerusalém? Foi essa decisão rescindida quando Israel rejeitou Jesus e O crucificou? De forma alguma! O futuro de Jerusalém a longo têrmo, esteve sempre e aínda hoje está, firmado no conselho e propósitos divinos de Deus. O Senhor Jesus disse aos judeus, que Jerusalém seria destruida e os seus habitantes espalhados por todo o mundo até ao fim do tempo dos gentios – isto é, até ao fim da era da igreja (Mateus  23:37-39; Lucas 21:20-24). Depois da sua Diáspora internacional e restauração física, êles também vão ser vivificados espiritualmente (Romanos 11:25-26). A Jerusalém bíblica (a Cidade Velha), foi reconquistada à Jordânia em Junho de 1967 e declarada como capital de Israel em Agosto de 1980. Êste acontecimento iniciou a última geração desta  dispensação.

Os últimos sete anos da última geração, são descritos como o septuagésimo ano-semana de Daniel (Daniel 9:24-27), quando Israel, para sua virtual  destruição, assinar um contrato com o falso messias (João 5:43). Mais tarde revogarão o contrato com êle depois de 3 anos e meio, quando êle se declarar Deus no templo reconstruido de Jerusalém, (2 Tessalonicenses 2:4). No final do período da tribulação, quando o verdadeiro Messias pousar o pé sôbre o Monte das Oliveiras, na Sua Segunda Vinda, (Zacarias 14:5), o resíduo de Israel olhará para Aquele que perfuraram com a espada (Zacarias 12:10) e reconciliar-se-ão espiritualmente com Êle (Zacarias 13:1). Vão recebêl' O com reverência exclamando: "Abençoado seja Aquele que vem em nome do Senhor!" (Mateus 23:39).

O Messias restaurará o trono de David em Jerusalém, cumprindo-se assim a profecia em Lucas 1:32. O reino Messiânico de paz começará então com Jerusalém capital do mundo (Isaías 2:2-4; Jeremias 3:17). E então começará um período de grande glória para Jerusalém e para a redimida nação judaica (Zacarias 8:22-23; Isaías 33:20-22; 52:1; 60:3,11-12,14,18; Jeremias 31:31-34).

Tendo em vista o maravilhoso futuro de Jerusalém,  nós devemos orar instantemente por esta cidade (Salmo 122:6; Isaías 62:6-7). Tornam-se necessárias preces fervorosas, porque os inimigos de Deus, de Israel e do Cristianismo vão fazer tudo quanto estiver ao seu alcance para expulsar Israel da sua terra e combater o Messias quando Êle vier para Jerusalém. Nesse dia, o Senhor entrará em julgamento das vis fôrças mundiais que vão estar em Israel sob a direcção do Anticristo (Zacarias 14:2-3, 12:13; Joel 3:1-2; Apocalipse 19:19-21). Nos seus esforços incansáveis para conseguir espaço para um estado palestino, as nações estão a minar os direitos de Israel, desprezando ao mesmo tempo os designios de Deus, ao tentarem dividir a terra que Deus deu a Israel (Joel 3:2). Desta maneira é criada uma posição de fôrça para os inimigos de Israel no país, violando-se assim o mandato divino que Israel tem sôbre a sua terra.

Atitudes para com Israel

Há atitudes vastamente divergentes entre as nações, no que respeita a Israel, e isto é assunto muito importante, visto que os julgamentos de Deus foram pronunciados contra os inimigos de Israel e as suas bênçãos sôbre aquelas nações que apoiam e abençoam a nação israelita (Génesis 12:3). Se quizermos ser abençoados por Deus, temos de abençoar Israel. Não devemos correr a condenar os judeus, porque êles crucificaram Jesus – lembremo-nos que os gentios participaram nesse acto! Foi de facto um acto de vil descrença, mas êle foi parte do plano de Deus para a salvação de Israel e das nações. Se a morte propiciadora do Senhor Jesus não tivesse acontecido, nenhum de nós podia ser reconciliado com Deus, nem ser Cristão.

Foi porque Israel  rejeitou e crucificou o Messias, que a salvação veio também para as nações não-judaicas. No seu estado de nação caída, Israel é uma fonte de grandes bênçãos para nós (Romanos 11:11-12). Deus diz, que no seu estado de nação restaurada espiritualmente, durante o próximo reino de paz do Messias, Israel será aínda uma maior bênção para o mundo (Zacarias 8:23). Os Cristãos devem a Israel uma dívida de gratidão, reconhecimento, bênção, intercessão e apôio. Nós devemos causar inveja e ciume aos judeus, com a nossa adoração e serviço ao seu  Deus, Yahweh Elohim, através do seu  Messias Yeshua! O testemunho dêste género já deu origem a um aumento pequeno mas significativo do presente número de Judeus Messiânicos. O futuro de Israel está nas mãos dos Judeus que aceitaram, confessam e servem a Jesus Cristo (Yeshua Ha Mashiach). 

Cometimento pessoal

Que previlégio abençoar e dar testemunho do Messias a Israel! O Senhor prometeu fazer regressar Israel à sua terra (Jeremias 31:10), reavivar espiritualmente um resíduo do seu povo (Ezequiel 36:25-27), estabelecer Jerusalém e governar o mundo a partir desta capital (Jeremias 3:17). Enquanto que as nações malignas do mundo  conspiram juntas na sua loucura, para destruir Jerusalém,  (Salmo 83:3-5; Zacarias 12:3), nós comprometemo-nos a abençoar a cidade e os seus habitantes, proclamando as promessas que o Messias fez àcerca da nação e da sua capital, Jerusalém ( Isaías 62:6-7; Jeremias 31:38; Mateus 23:39). O Messias é O Santo de Israel, e os judeus não terão descanso, prosperidade ou paz, enquanto se não reconciliarem com Êle. Êle é a sua única esperança.

Perguntas

1.    Mencione duas promessas bíblicas relacionadas com a restauração final de Israel.

2.    Mencione três acontecimentos futuros importantes a acontecer em Jerusalém.

3.    Qual deve ser a nossa atitude para com o povo judaico não-salvo?

4.    Que diz a Bíblia àcerca das nações que ferem, perseguem e combatem Israel?

5.    Quem deu a terra de Israel  aos judeus e quando?